sexta-feira, 24 de junho de 2011

Cristo se revela de forma contínua


Conhecemos muito bem a história. Não admira que tenha sido contada e recontada em sermão e canção, bem como no cinema com todos os efeitos especiais que Hollywood tem a oferecer. Seu incrível impacto nos enternece de muitas maneiras. Ouvir o “Messias”, de Händel, durante a Páscoa, é um poderoso lembrete da jubilosa história do nascimento virginal de Jesus, e de um evento correspondente, a ressurreição. Dois marcos da mortalidade, o nascimento e a morte, são eliminados pela vida de Jesus de Nazaré.
Lembro-me, como estudante de música, de que me deleitava com a genialidade de Bach em “Paixão de São Mateus”, mas sentia-me espiritualmente ludibriada porque sua releitura dos acontecimentos acabava na cruz. Desejava ouvir a música ainda mais gloriosa, que eu tinha certeza de que ele teria escrito, se tivesse concluído a história com a vitória sobre o túmulo, a pedra sendo rolada, o assombro no coração de Maria quando sussurrou: “...Rabôni! (que quer dizer Mestre)” (João 20:16) e, em seguida, Pedro se lançando ao mar para ser o primeiro a chegar para a refeição matinal com seu Mestre ressuscitado. Mas claro que isso tornaria o concerto muito extenso.
Ao longo dos anos, também fiquei imaginando se a Paixão não teria terminado da forma como Bach a compôs porque a crucificação de Jesus é mais crível para a mente humana do que sua ressurreição. A maioria acreditava que a crucificação era o fim. Não foi senão até que o Espírito Santo despertasse os discípulos e aqueles à sua volta para o que realmente havia acontecido: que o poder do Cristo começou a operar na consciência humana (ver Atos, capítulo 2). A partir daí, as pessoas começaram a ouvir e a acreditar em seu jubiloso testemunho: “Cristo ressuscitou!”, e a aceitar suas implicações surpreendentes para o mundo inteiro.
Desde o começo, Jesus sabia qual seria o ponto culminante em sua vida
O Cristo é a manifestação ou expressão de Deus. É o brilho de Deus, como a luz solar é para o sol. É o poder da presença de Deus, e a presença do Seu poder, que apareceu na vida de Jesus sob uma forma que os mortais pudessem percebê-lo e se relacionar com ele, e esse aparecimento foi profetizado como a vinda do Messias ou Salvador. Mas Jesus sabia que o Cristo é tão eterno quanto Deus. Seu trabalho na terra era o de romper os limites mentais que ocultavam esse fato das pessoas, e torná-las mais receptivas ao seu poder sagrado.
O notável é que Jesus sabia, desde o início, qual seria o ponto culminante em sua vida. Ele sabia, em cada momento, a razão pela qual estava aqui, o que iria lhe acontecer e o motivo. Sabia também o que lhe seria exigido para passar por tudo isso, conforme sua vigília no Getsêmani nos mostra. Ele orou: “Pai, se queres, passa de mim este cálice; contudo, não se faça a minha vontade, e sim a tua. [Então, lhe apareceu um anjo do céu que o confortava. E, estando em agonia, orava mais intensamente. E aconteceu que o seu suor se tornou como gotas de sangue caindo sobre a terra]” (Lucas 22:42-44).
Toda a ostentação de Hollywood, bem ao gosto popular por sofrimento gráfico, nunca conseguiu exagerar o preço que Jesus teve de pagar. “O peso daquela hora foi mais terrível do que humanamente se pode conceber” (Ciência e Saúde, p. 50), escreveu Mary Baker Eddy. Em seguida, ela descreveu a luta mental além da provação física: “A desconfiança das mentes mortais, que não acreditavam no objetivo da missão de Jesus, era um milhão de vezes mais aguda que os espinhos que lhe perfuravam a carne. A verdadeira cruz que Jesus carregou, ao subir a colina da dor, foi o ódio do mundo contra a Verdade e o Amor” (Ibidem, p. 50). Em outra comovente passagem ela escreveu sobre esta cena: “Ao recordar o suor da agonia que em santa bênção caiu sobre a relva de Getsêmani, acaso o discípulo mais humilde ou o mais poderoso murmurará quando beber do mesmo cálice, e pensará ou mesmo desejará escapar ao ordálio exaltador com o qual o pecado se vinga do seu destruidor? A Verdade e o Amor conferem poucas palmas até que a obra de toda uma vida seja concluída” (Ciência e Saúde,p. 48).
Em realidade, nunca podemos ser separados do amor de Deus
Portanto, o Getsêmani foi um grande lugar. O interessante é que o nome significa “prensa de azeite” e traz à mente as milhões de pessoas que dependem do azeite de oliva para luz e comida. A oliveira é um símbolo de grande importância em toda a Bíblia, presente desde a pomba de Noé, com seu ramo da oliveira da paz, até o simbolismo apocalíptico da árvore como fonte de luz espiritual. É especialmente simbólico que os momentos em que Jesus sentiu-se pressionado além do suportável pelo mal do mundo, tenham se passado no jardim conhecido como “prensa de azeite”.
Qual foi o óleo que Jesus produziu? Foi a luz da imortalidade, penetrando na “escuridão” da materialidade para o tempo e para a eternidade, conforme Isaías profetizou. Graças ao sacrifício indescritível do amor de Jesus, sabemos que a morte não é o fim da vida. Sabemos que não há nada a temer, porque o amor do Cristo está presente, aqui e no além. A paz do Cristo reflete a união permanente e eterna de Deus com Sua ideia amada, o homem, que é intocado por qualquer aspecto de mortalidade. Em realidade, nunca podemos ser separados do amor de Deus.
Esse conhecimento é de imenso consolo para aqueles que lutam com o falecimento de alguém que amam. Quando meu marido faleceu, as palavras de Jesus aos seus discípulos antes da crucificação, registradas no Evangelho de João, nos capítulos 14 a 17, foram minhas companheiras constantes: “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como a dá o mundo. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize” (João 14:27). Senti-me envolvida em um senso de paz muito além de qualquer coisa que já havia conhecido, e que não poderia explicar de nenhuma outra maneira. Com esse senso de paz veio também a certeza da existência contínua do meu marido e do seu bem-estar, bem como do amor que estava cuidando dele. Aquele amor assumiu o controle da minha vida também. Sob a luz desse amor, descobri que era impossível me sentir separada de meu marido, ou de qualquer pessoa que eu tivesse amado. Essa compreensão continua a me sustentar.
Podemos realmente acreditar na imortalidade? Ou ela exige demasiada fé e confiança das pessoas?
Acreditamos verdadeiramente na prova de imortalidade que o triunfo de Jesus sobre a morte nos proporcionou?
Jesus provavelmente sabia que muitas pessoas fariam perguntas como essa. Além disso, ele tinha o conhecimento de que contava com apenas quarenta dias após sua ressurreição para provar que era realmente o Messias prometido; que tudo o que os profetas haviam predito tinha ocorrido; que o que ele havia ensinado era verdadeiro. Até seus próprios discípulos estavam confusos com o que tinha acontecido. Quando Maria Madalena e as outras mulheres que foram ao sepulcro vieram contar aos discípulos que elas tinham visto Jesus vivo, a Bíblia diz: “Tais palavras lhes pareciam um como delírio, e não acreditaram nelas” (Lucas 24:11). Mas exatamente no mesmo dia, dois dos discípulos caminhavam para Emaús tão completamente preocupados com os terríveis acontecimentos que haviam presenciado, que nem perceberam que Jesus se juntara a eles. Quando ele perguntou sobre o que estavam falando, eles responderam: “És o único, porventura, que, tendo estado em Jerusalém, ignoras as ocorrências destes últimos dias” (Lucas 24:18)? Gosto muito da resposta do Mestre: “Que coisas”? (Ibidem 24:19, conforme a versão bíblica King James). Podemos pensar na glória da ressurreição que Jesus acabara de vivenciar, e como essa glória transcendeu totalmente “as coisas” que ainda mantinham os olhos desses discípulos cegos para percebê-la. Em seguida, ele os remeteu diretamente às escrituras que conheciam tão bem, explicando os fatos reais que haviam ocorrido. Finalmente, quando pararam para fazer uma refeição juntos “...se lhes abriram os olhos, e o reconheceram; mas ele desapareceu da presença deles. E disseram um ao outro: Porventura, não nos ardia o coração, quando ele, pelo caminho, nos falava, quando nos expunha as Escrituras?” (Lucas 24:31, 32)
Será que nosso coração arde com a mesma alegria? A mesma revelação? Acreditamos verdadeiramente na prova de imortalidade que o triunfo de Jesus sobre a morte nos proporcionou? Aceitamos, de maneira profunda e incondicional, suas palavras aos seus discípulos, registradas fielmente pelo apóstolo João, o único que talvez as tenha melhor compreendido?
Antes de sua crucificação, era como se Jesus estivesse tentando de todas as maneiras dizer aos seus amigos mais chegados: “Não acredite naquilo que vocês vão ver. Isso é o que realmente está acontecendo”! Embora ainda levasse um tempo antes que pudessem compreender plenamente, eles, juntamente com o apóstolo Paulo, foram os que levaram a mensagem principal de Jesus ao mundo.
Fenella é Praticista e Professora de Ciência Cristã em Esher, Surrey, Inglaterra.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

El desempleo juvenil y lo que podemos hacer

Por Elizabeth Mata


“En el Cairo, Londres y Brooklyn, son demasiados los jóvenes que están desempleados y descontentos,” dice el subtítulo de “La Bomba del Desempleo Juvenil” (Bloomberg Businessweek, Feb. 2). Este malestar está aumentando en África, China y Japón. Vivo parte del año en España y he sentido este problema frente a la puerta de mi propia casa, con un 40 por ciento de los jóvenes de España sin empleo.
Esta situación es particularmente difícil en el sur de Europa. A los jóvenes se les ofrecen prácticas y pasantías sin pago, o mal remuneradas, o contratos temporales que no ofrecen beneficios sociales o protección. Algunos, están emigrando al norte de Europa, mientras que otros están regresando a los albergues de su infancia, preguntándose si alguna vez serán capaces de poder irse. Muchos están abandonando el mercado de trabajo totalmente, creyendo que no hay más oportunidades y que no hay lugar para ellos en la sociedad.
Esto realmente me impactó cuando una joven española amiga nuestra me contó lo desalentada que estaba después de seis meses de haber sido despedida y todavía sin poder encontrar trabajo en ninguna parte. La situación de mi joven amiga me alertó a orar para sentir más firme y constantemente que Dios siempre satisface las necesidades de todos.
La oración nos ayuda a mirar a través de una mejor lente que la de las estadísticas, las fluctuaciones económicas u obstáculos políticos. Una perspectiva espiritual revela a Dios como nuestro Padre-Madre, el Amor, el único Creador. El mirar a través de esta lente revela que puesto que Dios crea sólo lo bueno, la oportunidad para el bien es la condición permanente de Su creación, para cada uno de nosotros, sin importar nuestra edad. Ninguna puerta puede cerrarse ante un sentido constante de nuestra valía, que incluye un trabajo satisfactorio y útil. Esta verdad se hace más clara mediante una comprensión más profunda de Dios como la única fuente siempre disponible de todo lo bueno que viene a nuestras vidas.
De acuerdo con la Ciencia Cristiana, Jesús entendía su unidad indestructible con Dios con una convicción tan absoluta que él personificaba perfectamente al Cristo, su naturaleza divina a imagen y semejanza de Dios. Por medio de la sanación de todo problema humano imaginable, él enseñó en ese entonces —y su ejemplo continúa enseñando hoy— que el Cristo es la única naturaleza verdadera de cada uno de nosotros. La Ciencia Cristiana muestra que el Cristo viviente, el poder sanador y salvador de Dios, está siempre presente a través de todas las edades para destruir todas las limitaciones y para revelar el cuidado constante de Dios para cada hombre y cada mujer.
El cuidado de Dios está representado con compasión y relevancia en el libro de Isaías, donde está escrito: “Como pastor apacentará su rebaño; en su brazo llevará los corderos, y en su seno los llevará; pastoreará suavemente a las recién paridas” (40:11). ¡Qué natural es para todos los hijos amados de Dios sentir el progreso continuo del bien y la abundancia. Al orar desde esta base, podemos romper el cuadro desaliento sobre desempleo que plaga a nuestra juventud. Deja que el Cristo actúe como una luz irresistible que con originalidad y vigor brilla más que la desesperación y la desesperanza.
Los resultados de la oración puede ser una perspectivas más brillante que lo guíe a uno a un puesto recién creado, o a que se extienda un contrato temporario debido a una necesidad inesperada. El escuchar profunda y devotamente y un humilde deseo de ayudar al mundo puede dar lugar a que se inicie un negocio que ofrezca nuevos servicios productivos. La bondad y la abundancia son el derecho divino de todos sin tener en cuenta la edad.
Mary Baker Eddy, quien descubrió la Ciencia Cristiana y fundó el Christian Science Monitor, dedicó su vida a ayudar a otros a ver que el Amor infinito y divino, Dios, está siempre consolando y guiando, no importa qué dificultad debamos de enfrentar. En su obra principal, “Ciencia y Salud con Clave de la Escrituras”, escribió: “El Amor inspira el camino, lo ilumina, lo designa y va adelante en él” (p. 454).
Debido a que Dios es Mente, Dios siempre nos está informando de nuestra relación inseparable con Él y de la permanencia de nuestro propósito dado por Dios. Los problemas de desempleo que les preocupa a los jóvenes de hoy, o a cualquier persona en el mercado laboral, no están fuera del alcance de la capacidad infinita y el poder de Dios de aportar soluciones para esta necesidad humana esencial.
Esta traducción de un artículo religioso del Christian Science Monitor titulado en inglés “Youth unemployment and what we can do”, es la dedicada y desinteresada labor del cuerpo mundial de traductores y revisores voluntarios de El Heraldo de la Ciencia Cristiana.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Purificar a atmosfera mental


Muitas pessoas, ao redor do mundo, têm se empenhado em serem melhores cidadãos com relação ao meio ambiente, praticando atos que vão desde o simples fato de não jogar lixo na rua, usar menos combustível fóssil para o transporte, até o desenvolvimento de tecnologias avançadas para a conservação de energia. Entretanto, embora as pessoas e as organizações trabalhem para melhorar o ambiente físico, existe uma grande necessidade de se trazer uma purificação mental a tudo quanto fazemos. Essa purificação leva a ações que contribuem para um ambiente físico mais limpo.
Mary Baker Eddy descobriu o Consolador, prometido por Jesus, para toda a humanidade (ver João 14:16, 17, 26; 15:26: 16:7). Esse “Espírito da verdade” conforta as pessoas ao lhes mostrar o que Deus verdadeiramente é. Ele nos dá ferramentas para provarmos que a paz e a saúde pertencem a todos nós porque cada um de nós é filho de Deus, como também nos oferece ferramentas para prestarmos um cuidado mais elevado ao meio ambiente. Esse Consolador eleva a humanidade de uma noção de que a existência consiste principalmente, ou, até mesmo, exclusivamente, de coisas, pessoas e situações materiais, e da noção de que tudo gira em torno da humanidade, para o verdadeiro senso das coisas, segundo o qual o universo manifesta o Deus infinito, o Espírito.
Que o universo está centrado em Deus, não em um sentido literal, mas espiritual, é o tema principal da Bíblia. Por exemplo, embora cada um dos Dez Mandamentos (ver Êxodo 20:3–17) seja essencial, juntos eles ilustram um modo de vida que reconhece Deus como a base de tudo, e que o propósito de viver é glorificá-Lo e abençoar aos outros, ao vivermos consistentemente sob as leis de Deus. Os Dez Mandamentos corrigem a noção de que a humanidade seja o centro do universo mental, de cuja distância medimos a Deus. A orientação focada em Deus, a qual leva ao Amor divino, tem profundas implicações ambientais.
É comum as pessoas acreditarem que podem pensar o que bem quiserem, inclusive a respeito de Deus. Muitas vezes, elas assumem o ponto de vista de que sejam autônomas, portanto, capazes de agir independentemente, tanto para o bem, como para o mal. Em muitas culturas, a independência é vista quase como um valor supremo. Mas Deus não é uma “coisa” a mais que a mente humana pode considerar. Deus permanece como a fonte, a condição e o fundamento de cada pensamento inspirado.
Tanto o Antigo como o Novo Testamentos enfatizam a liberdade, não a de que a pessoa possa fazer tudo o que queira, mas a liberdade de tudo o que possa tentar impedir uma sincera consagração a Deus. A Bíblia enfatiza a libertação do egoísmo e do medo, uma condição de independência que nos permite servir aos outros.
As implicações ambientais de tal liberdade, e que acontecem como um ajuste mental radical, são profundas. Além da mudança da dependência em relação a combustíveis fósseis, para uma energia renovável e mais limpa, ou da mudança do uso de automóveis para o transporte público, essa mudança mais fundamental nos faz mudar do autocentrismo para uma centralização em Deus, e isso não apenas com relação aos combustíveis fósseis, mas também com relação à mudança da maneira egoísta e fossilizada de pensar, para uma maneira espiritual, pura, de conceber, de definir a nós mesmos, aos outros e o universo.
Muitas vezes, práticas ambientais precárias se baseiam na escassez e na limitação. Um senso limitado sobre nós mesmos, embasado em um senso finito acerca de Deus, é um tipo de poluição mental. Por exemplo, um senso limitado do bem leva ao medo da carência e gera a cobiça. Um senso limitado de poder aquisitivo pode levar ao consumismo ou ao excesso de consumo. Um senso limitado que separa o que é bom para uma pessoa ou para uma espécie, daquilo que é bom para outra leva à pobreza, às injustiças e à degradação ambiental. Entretanto, compreender Deus como o Amor infinito liberta do egoísmo e do medo. Por conseguinte, à medida que despertarmos para a natureza de Deus, o conceito do próprio ambientalismo se eleva, tornando todos os esforços mais eficazes, uma vez que foi transformado o pensamento que está na raiz dos problemas ambientais.
Fundamentar nosso pensamento e nosso viver no Consolador é ser um sanador, um purificador ou, poderíamos até dizer, um ambientalista, no sentido mais amplo da palavra, exatamente como Jesus chamou a Pedro e João para serem pescadores, mas em um sentido muito mais vasto, para serem “pescadores de homens” (ver Mateus 4:18, 19). Uma pessoa cura quando é altruísta e devotada a Deus como o bem infinito, devotada a ver cada indivíduo como o reflexo de Deus, livre e espiritual. Essa devoção separa o egoísmo, a negligência e a ignorância do indivíduo, mostrando que esse tipo de abordagem da vida não pertence nem a Deus nem a Seu reflexo.
Eis aqui um exemplo dessa purificação mental, da Segunda Igreja de Cristo, Cientista, em Brazzaville, na República do Congo. Resíduos de uma fábrica vizinha da igreja estavam poluindo a vizinhança, interferindo nos cultos da igreja e representando um risco, principalmente para os alunos da Escola Dominical. Embora todos os esforços para deter a poluição tivessem sido em vão, os membros da igreja continuaram a orar alicerçados no fato de que uma única Mente infinita, Deus, constitui a única atmosfera real do universo, envolvendo todas as suas ideias em perfeita pureza e segurança. Eles compreenderam que nenhum elemento impuro pode jamais penetrar na criação de Deus. Os membros da igreja perceberam que suas orações tinham dado frutos quando a fábrica, sem nenhuma explicação, fechou suas portas. A igreja e a vizinhança estão agora livres daquela fonte de contaminação.
Uma analogia: Um depurador de gás, isto é, um conjunto variado de dispositivos destinados a reduzir as emissões nocivas oriundas de um exaustor industrial, minimiza a poluição. Em certo sentido, ter um Deus infinito, universal, e fundamentar nossos pensamentos e ações na pureza, é ser um depurador. Uma carta, que Mary Baker Eddy escreveu a um de seus alunos, indica a importância disso com relação à cura: “Ora diariamente, nunca deixes de orar, não importa se muitas vezes: ‘Não me deixes cair em tentação’ — interpretado cientificamente — não me deixes perder de vista a total pureza, os pensamentos limpos e puros; faz com que todos os meus pensamentos e objetivos sejam elevados, isentos de ego, amorosos e humildes — voltados para o espiritual. Com essa elevação de pensamento tua mente perde materialidade e ganha espiritualidade e esse é o estado mental que cura o doente” (Robert Peel, Mary Baker Eddy: Years of Authority[Anos de Autoridade], p. 101).
A referência à doença tem relevância aqui. Seu livro, Ciência e Saúde com a Chave das Escrituras, ensina que a doença, como toda discórdia, não é real, porque não é criada por Deus ou conhecida por Ele. Ao contrário, a mente humana parece conceitualizar a si mesma e vivenciar a discórdia. “Se crês em nervos inflamados e fracos estás sujeito a um ataque dessa procedência. Chamarás a isso nevralgia, mas nós o chamamos uma crença” (p. 392). Da mesma forma que a doença só pode ser combatida como um conceito da mente humana, os problemas ambientais só podem ser eficazmente combatidos como sendo uma crença. Se considerarmos o problema ambiental como algo criado, real ou permitido pela Mente que é Deus, então estaremos realmente engajados no pensamento limitado que é parte do problema. A solução está em compreender que “Viu Deus tudo quanto fizera, e eis que era muito bom” (Gênesis 1:31), e em pensar e viver consistentemente com esse fato espiritual. Reconhecer que a criação de Deus é boa e perfeita não faz com que ignoremos os problemas ambientais, mas nos proporciona a sabedoria e a inteligência para combatê-los, não a partir do ponto de vista do medo, mas com amor e devoção aos outros e, por conseguinte, de uma forma verdadeiramente sustentável.
O Amor divino nos conclama a todos a sermos depuradores, sanadores, ambientalistas, na nossa própria vida, nas nossas famílias, nas nossas comunidades e no nosso mundo. Fazer isso é seguir Jesus e provar que o Consolador está aqui para toda a humanidade!
Lyle, conhecido como Roberto, é Praticista, Conferencista e Professor de Ciência Cristã, e mora em Otawa, Canadá.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Vença pensamentos de ansiedade!


De repente, a ansiedade o atinge você como uma tijolada. Talvez você e alguns amigos seus já tenham vivenciado uma inquietação repentina e intensa, uma sensação de ameaça que o tira do prumo. De repente, nossa vitalidade é minada e qualquer senso de segurança aniquilado.
Ou... Talvez você também tenha vivenciado um monólogo arrepiante de pensamentos assustadores e que, gradualmente, distorcem a percepção e obscurecem a perspectiva que temos da vida. Exatamente à margem da consciência, como se fosse uma constante mensagem de rodapé (semelhante às informações no rodapé do noticiário de TV), pensamentos podem apresentar continuamente previsões sombrias. O derrotismo se instala à medida que pensamentos debilitantes como esses ficam martelando, lançando obstáculos à autoestima e às realizações.
De fato, vivemos em uma época de ansiedade, que, de acordo com os noticiários, atingiu proporções epidêmicas. O Instituto Nacional de Saúde Mental (National Institute of Mental Health, NIMH) afirma que, por ano, quase 40 milhões de adultos americanos sofrem algum tipo de distúrbio causado por ansiedade e que a maioria deles têm até mais de um. Aqueles que vivenciam esse tipo de problema normalmente têm dificuldades em descrevê-la. Nervosismo, medo, preocupação e apreensão intensa não chegam nem perto de descrever o desespero doloroso que se experimenta quando o medo consome o pensamento. A maioria das pessoas já vivenciou rápidos momentos de medo. Entretanto, quando eles se prolongam, passando a interferir com as atividades diárias e com o repouso noturno, ou quando dominam a maneira como identificamos a nós mesmos, o desafio da ansiedade tem de ser tratado.
Uma coisa é certa: não é da vontade de Deus que subsistamos com a constante expectativa de fracasso. “Não temas, porque eu sou contigo; não te assombres, porque eu sou o teu Deus; eu te fortaleço, e te ajudo, e te sustento com a minha destra fiel” (Isaías 41:10). A Bíblia confirma que sempre temos um forte advogado em Deus. Sempre! Sempre!
A Mente divina sempre abençoa e se expressa em liberdade
Sensações intermináveis de insegurança, desamparo e isolamento, teimosamente arraigados, parecem contradizer a evidência do apoio de Deus. O que está acontecendo? Obviamente, há um profundo desejo de ser libertado de tal mal. Talvez nos perguntemos: Por que não consigo controlar isso? Quem está no controle da minha mente, afinal?
Vamos entender com o que estamos lidando. Na Ciência Cristã, Mente é um sinônimo para Deus. Há apenas um Deus, portanto, uma única Mente. Você e eu somos as ideias de Deus, a bela expressão da Mente jubilosa. O homem é definido em Ciência e Saúde como “A idéia composta que expressa o Espírito infinito; a imagem e semelhança espiritual de Deus; a representação completa da Mente” (p. 591). No entanto, a partir de uma perspectiva mortal, o homem parece ter uma mente separada, exclusiva dele mesmo. Isso é citado na Bíblia como “pendor da carne” (ver Romanos 8:7). Com a mente mortal, tudo gira em torno de “mim, mim, mim”. Tudo está centrado no pequeno ego individual. É aí que começa o problema.
A falta de controle vivenciada durante os momentos de ansiedade é resultado da vontade própria, ou seja, da sugestão de que a mente mortal possa usurpar a autoridade de Deus em nossa vida. A Mente divina sempre abençoa e se expressa em liberdade. A mente mortal constrange. Ela sufoca as inclinações naturais do domínio que Deus outorgou ao homem. Imagine a mente mortal como sendo uma armadilha de dedo chinesa. Você coloca dois dedos, um em cada ponta de um cilindro de tecido e, para libertá-los, você percebe que precisa puxá-los com toda força que você puder. Isso só reforça a armadilha. O pior é que, quanto mais você puxa mais você aperta. A solução para escapar da armadilha é usar os dedos livres e os polegares. Saia fora da armadilha.
Em vez de reclamar sobre a difícil situação ou acionar seu próprio exército e contar com a ajuda de seus aliados, ele se volveu a Deus
Da mesma forma, a mente mortal não pode se libertar da sua própria armadilha de desespero. Ela luta para se livrar dos diversos tipos de medo que a compõem. Essa é a razão pela qual as pessoas recorrem frequentemente a medicamentos para controlar a ansiedade. As drogas são consideradas como um sistema de apoio externo porque a biologia equipara a inteligência com o cérebro, que utiliza um processo eletroquímico. Acredita-se que, ao alterar o equilíbrio químico no cérebro, você controla o medo. Seriam os homens e as mulheres meramente complexos químicos? Ciência e Saúde explica esse paradoxo: “Todo conceito que parece começar no cérebro, começa errado” (p. 262).
No Glossário de Ciência e Saúde, mente mortal está parcialmente definida como: “erro que cria outros erros” (ver p. 591). Ao começar a partir do cérebro, você se abre para outras teorias cruéis sobre fatores determinantes da nossa composição, tais como a hereditariedade e a predestinação contida no DNA, conhecida como “predisposição genética”. A única solução definitiva para o problema da ansiedade surge quando deixamos para trás os meios e formas materiais, mortais, e reivindicamos o poder de Deus, da Mente. Essa é a única estratégia que leva ao êxito total.
Considere isto: Você é uma boa pessoa, honesta e responsável. Você ama a Deus e é fiel a Ele em todas as facetas de sua vida. Então, inesperadamente você se encontra cara a cara com um inimigo de imensas proporções. A situação é tão intimidante e desanimadora que sua resposta imediata é o mau humor. O que você faz?
Essa é a situação com a qual Josafá, como rei de Judá, se deparou, por volta de 873, antes da Era Cristã. (Sua história está na Bíblia, nos livros de Reis e Crônicas). De repente, dois exércitos das regiões vizinhas, os quais excediam em grande número os recursos de Josafá, invadiram seu reino. Sua primeira reação foi de ansiedade. Mas, em vez de reclamar sobre sua situação difícil ou acionar seu próprio exército e contar com a ajuda de seus aliados, ele se volveu a Deus.
Deus é provedor e protetor
Antes de considerar que ação tomar, Josafá invocou a sabedoria de Deus, ou Mente divina. Sua oração começa com um fato fundamental: Deus está no controle de tudo, tanto no céu como na terra. A lógica então o leva a outra verdade fundamental: Nada substitui o poder infinito de Deus. Em seguida, Josafá relembra a promessa de Deus de ajudar Seu povo, sempre que passar por aflições.
A resposta à sua oração por livramento vem imediatamente: “Não temais, nem vos assusteis por causa desta grande multidão, pois a peleja não é vossa, mas de Deus” (2 Crônicas 20:15). Ele e seu povo não precisavam se envolver em combates, mas deveriam ir ao campo de batalha e ficar parados. No dia seguinte, eles vão e testemunham uma batalha incomum. Josafá nomeia um grupo de cantores para a linha de frente de sua defesa. Cantores? Não é um plano de batalha típico para o que poderíamos considerar uma situação muito perigosa. “Rendei graças ao Senhor, porque a sua misericórdia dura para sempre” (2 Crônicas 20:21). À medida que eles cantam esses louvores, os exércitos que se reuniram para conquistar Judá começam a lutar entre si. O embate acaba quando eles se destroem a si mesmos.
Quando desafiados por um exército de terror, podemos procurar imediatamente a proteção da Mente onipotente. Assim como o povo de Judá, nós temos um pacto, uma aliança ou um contrato com Deus. Temos de agir como os filhos de Deus, os beneficiários do único poder no universo. Deus é o provedor e protetor. Ele é Deus. Esse é um relacionamento maravilhoso, um contrato que vale a pena honrar. A batalha é dEle. Ele vai nos defender. Podemos cantar Seus louvores. Podemos apagar qualquer sensação de ansiedade com cânticos de alegria. Não precisamos ter medo de enfrentar o inimigo com o reforço constante de Deus.
É interessante notar que, antes de toda essa agressão acontecer, Josafá falou ao seu povo, dizendo: “Sede fortes no cumprimento disso, e o SENHOR será com os bons” (2 Crônicas 19:11). A única maneira de ter êxito sobre os terríveis bombardeios da mente carnal é ficar parado. Enfrentar essas circunstâncias, mantendo o pensamento calmo, proporciona a cura definitiva que buscamos. Não podemos deixar de observar que, no caso de Josafá, o local onde ocorreu a batalha é chamado de Berachah, ou “o vale das bênçãos”.
Como a ideia do bem, Deus, eu poderia expressar somente o bem
Há alguns anos, tive um momento de enfrentamento tal como Josafá, no qual tinha de vencer a ansiedade volvendo-me a Deus. Foi um tempo de muita agitação em minha vida, e eu nem sempre estava no comando da situação. Comecei a vivenciar estados de pânico, que duravam vários minutos após despertar de um sonho noturno. Isso aconteceu mais de uma vez, e logo comecei a ter medo do medo! Era um círculo vicioso. Finalmente, cheguei à conclusão de que Deus derrota esses inimigos e que eu deveria colocar esse problema nas mãos dEle. Durante uma de minhas orações, a frase “viver sem medo e sem perturbações” me veio à mente. Essa frase faz parte de um hino, que começa assim:
“Quem em seu Deus se abrigar, Já se liberta do temor,
Sob o amparo do Senhor...”
(Hinário da Ciência Cristã, 99)

Esse hino está fundamentado no Salmo 91, que diz em parte: “Não te assustarás do terror noturno, nem da seta que voa de dia...” (v. 5). Em vez de pensar nesse versículo como uma ordem, considerei-o como uma promessa: “Não posso ter medo. Não terei medo. Não tenho medo. O Amor, Deus, é meu protetor. Posso ficar sem medo, porque o Amor vai preparar o caminho para mim, neutralizando as farpas do medo. O Amor está às minhas costas, guardando-me dos inimigos invisíveis”.
Nessa ocasião, descobri que estava observando de forma mais cuidadosa as coisas sobre as quais pensava. Como uma ideia do bem, Deus, eu poderia expressar somente o bem. À medida que meu pensamento era cuidadosamente ajustado à Mente divina, raciocinava que eu poderia vivenciar mais da serenidade desejada. Mary Baker Eddy confirmou isso em Ciência e Saúde: “O homem e seu Criador estão correlacionados na Ciência divina, e a consciência real só tem conhecimento das coisas de Deus” (p. 276).
Seja um guerreiro, não um ansioso
Descobri que a ansiedade é uma reação que consta do cardápio corrupto da mente mortal. A consciência mortal temerosa não é em realidade nenhuma consciência. É falsa. Pensamentos de terror, de medo, de pânico, de negatividade e de ansiedade não são modalidades da consciência verdadeira. Orei com essas novas ideias durante um período de mais de dois meses e, certo dia, percebi que os episódios de sonhos haviam terminado. Os temores noturnos haviam evaporado, juntamente com o receio da ansiedade.
Por meio de seus ensinamentos, de suas curas e advertências, Cristo Jesus nos mostrou como escapar de uma consciência errônea cheia de ansiedade e nos refugiar em uma percepção de liberdade espiritual, o que requer uma purificação do pensamento. À medida que a consciência é purificada e nossa vida se torna mais espiritual, o peso esmagador do medo desaparece. Cada passo rumo à confiança na Mente infinita, e cada passo para longe da dependência de vivermos temendo o desconhecido de uma mente carnal, leva-nos a dar o passo que nos aproxima mais da paz inaudita que é nossa por direito.
Se afligidos por probabilidades cheias de temor, devemos nos volver a Deus e não ao nosso próprio ego. Nós ecoamos com a única Mente, que nos envolve continuamente e isso nos permite triunfar sobre o medo, e obter uma nova mentalidade: “...Cantai ao SENHOR um cântico novo, porque ele tem feito maravilhas; a sua destra e o seu braço santo lhe alcançaram a vitória” (Salmos 98:1). Nunca assuma o papel de vítima na batalha com a ansiedade. Seja um guerreiro, não uma vítima ansiosa.
Steven Salt é Praticista e Professor de Ciência Cristã em Bexley, Ohio, EUA.