sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Protegidos dos efeitos das enchentes

Existe esperança de melhorias na condição de vida para quem enfrenta os cíclicos problemas de enchentes? Creio que essa é uma pergunta que ocorre a muitos.A Bíblia mostra gloriosos resultados da confiança irrestrita em Deus em vários exemplos da vida dos profetas. Graças à eficácia do poder divino foi possível a Moisés preservar a integridade do povo hebreu ao cruzar o Mar Vermelho. Sua confiança na proteção de Deus foi decisiva para livrá-los da perseguição do exército de faraó, mesmo diante da falta de perspectiva de uma solução.Com relação a enchentes, há um exemplo bíblico muito conhecido. Noé era um homem exemplar e justo durante uma época em que “a terra estava corrompida à vista de Deus e cheia de violência” (Gênesis 6). Sua fé e obediência às ordens de Deus salvaram a ele, a sua família e aos muitos animais da região durante os quarenta dias e noites de intensa chuva, período cataclísmico conhecido como dilúvio.Às vezes, tenho a impressão de que passamos por outro tipo de inundação, de natureza mental. A ignorância sobre Deus e sobre a união do homem com Ele mantém a mentalidade humana inundada com o que é oposto à consciência divina: a materialidade, o sensualismo, o egoísmo, o medo e a insegurança. Entretanto, o obscurantismo mental começou a ir por água abaixo, quando reformadores desafiaram essa ignorância e ajudaram a disseminar um melhor conhecimento sobre Deus. Martinho Lutero, por exemplo, ao traduzir a Bíblia das línguas originais para o alemão, fez com que o povo tivesse direto acesso à palavra de Deus, o que era antes um privilégio exclusivo do clero que dominava o latim. Sua iniciativa colaborou para que traduções em outros idiomas fossem publicadas.A confiança em Deus pode estimular o esforço sincero para nos salvar de todas as inundações mentais que nos chegam ao pensamento pela mídia e Internet. Essa confiança no poder divino, na Causa única de todo o bem, não tem nenhuma relação com as doutrinas do panteísmo, da teologia escolástica, da imaginação mitológica ou do misticismo.A Christian Science, desde seu descobrimento em 1866, por Mary Baker Eddy, vem inundando o mundo com o resgate da consciência do Cristo como a manifestação de Deus em cada um de nós. Resgata o conceito de um Deus altamente amoroso e amigo universal da humanidade. Sua infinita bondade é absolutamente aplicável a todas as experiências do cotidiano, trazendo cura e proteção completas em qualquer circunstância, por mais difícil que pareça ser.Ciência e Saúde, o livro-texto da Christian Science, proporciona essa percepção de Deus, ampliando o pensamento com idéias espirituais perfeitas. Em conjunto com a Bíblia, constitui o Pastor único, dual e impessoal das igrejas da Christian Science, suprindo a congregação com conceitos acessíveis sobre Deus. Ciência e Saúde espraia as verdades sobre Deus e revela a indissolúvel união do homem com Ele, como sendo sua única condição legítima.Minha mãe conheceu a Christian Science num momento de extrema necessidade, quando eu ainda era menino. Ela acabara de ficar viúva e tinha de criar dois filhos sozinha. Estava totalmente despreparada para vencer as dificuldades da vida. Graças ao que aprendeu estudando a Christian Science, começou a conhecer sua relação intrínseca com Deus e também a nossa relação de filhos com o Pai divino. Descobriu que cada um era herdeiro de Deus, e essa herança incluía a felicidade, o suprimento, a saúde e a certeza de que o bem é sempre alcançável. Essa é uma lei divina, cujos benefícios podemos humanamente usufruir.Como resultado dessa nova maneira de encarar a vida, confiando irrestritamente no único amoroso e ativo Deus, foi possível à nossa família adquirir um terreno e construir uma casa de madeira para que nela morássemos. Entretanto, havia um grande problema: as freqüentes enchentes. Toda vez que chovia forte, o pânico se instalava naquele bairro, pois as enchentes, oriundas de um riacho que sempre transbordava, vinham em direção às casas da rua onde morávamos. A correnteza era tão forte que chegava a derrubar enormes muros de concreto armado, instalados na tentativa de contenção de inundações.Minha irmã e eu começamos a freqüentar regularmente a Escola Dominical da Christian Science. Foi uma experiência fascinante para nós, pois recebemos a instrução de que podíamos sempre confiar no terno e infalível cuidado de Deus, sob qualquer circunstância. Como precisávamos dessa certeza naqueles dias tão atribulados pelas enchentes! Lembro bem que, diante de uma enchente, minha irmã e eu nos retirávamos para orar pela proteção divina e, em seguida, íamos confiantes ver o nível das águas. Para a felicidade de todos, as águas nunca ultrapassaram o limite da soleira da porta da cozinha. A proteção divina nunca deixou de atuar e de abençoar a todos.Outra bênção importante foi que todo o medo às conseqüências que acompanham uma enchente, tais como: epidemias, pestes, traumas infantis, etc... foi também destruído pelo Cristo. Para completar, a eficiência e o terno cuidado de Deus proveram os recursos necessários para que pudéssemos vender aquela casa e nos mudar para um apartamento localizado numa região livre de enchentes.Sinto que todos nós somos representantes do Amor divino. Podemos orar e trabalhar perseverantemente para que haja equilíbrio na relação do homem com o meio ambiente. Nessa relação, a natureza não pode prejudicar o homem e nem ao menos ser prejudicada por ele. É por isso que hoje afirmo que todos podemos ter a certeza de que os problemas cíclicos de enchentes podem ser resolvidos. Como Deus é amoroso, ao sentir a orientação divina, os responsáveis pelo bem-estar da população serão guiados a encontrar idéias cada vez melhores para solucionar os problemas da comunidade. A inteligência e o poder divinos estão disponíveis a todos, em toda parte, agora e sempre.

Jackson mora em Porto Alegre, RS.

Imunidade: uma visão corretiva

Ao estudar a Bíblia, vê-se que Jesus curou o que hoje é conhecido como doença infecto-contagiosa. Em uma ocasião, curou um caso isolado de lepra (ver Marcos 1:40-45) e em outra curou dez pessoas simultaneamente (ver Lucas 17:11-14). A Ciência Cristã revela que Jesus foi o homem que compreendeu e demonstrou a ideia-Cristo, um poder divino e atuante no pensamento humano. Ele mostrou a toda a humanidade o que é ser filho de Deus e o potencial divino inerente a essa filiação, que inclui a imunidade espiritual do ser.
O que havia em comum entre essas pessoas que foram curadas é que, além de buscarem a purificação espiritual, procuravam a cura completa de um mal considerado incurável na época. Uma agravante era a condição a que essas pessoas ficavam sujeitas: total isolamento e desprezo da sociedade. A cura cristã, preconizada por Jesus, provou que para Deus não existe caso perdido nem impossibilidades. Tal fato advém do desdobramento natural da lei divina, o bem, que prova a atividade atual e perene do Cristo, que traz consolo e salvação universal.
A Ciência Cristã ensina que Jesus era dotado do Amor divino em tal medida, que reconhecia cada indivíduo apenas como um filho perfeito de Deus. Tal fundamentação crística estava solidificada na compreensão que ele mantinha acerca de sua própria identidade, uma ideia de Deus imaculada, completa, imune, livre do medo e de qualquer imposição material. Quando ele afirmou: “Eu e o Pai somos um” (João 10:30), incluiu a toda a humanidade, sem excluir a ninguém. Mary Baker Eddy escreveu em sua principal obra: “Jesus via na Ciência o homem perfeito, que lhe aparecia ali mesmo onde o homem mortal e pecador aparece aos mortais. Nesse homem perfeito o Salvador via a própria semelhança de Deus, e esse modo correto de ver o homem curava os doentes” (Ciência e Saúde: p. 476).
Como sanador de maior êxito, Jesus é o modelo para a cura cristã. Se a habilidade de curar pela Ciência divina fosse uma dispensação individual, Jesus não teria dito que todos os que cressem nele realizariam as mesmas obras que ele e outras maiores ainda. Jesus não só demonstrou a imortalidade da Vida divina pela sua ressurreição e ascensão, como também prometeu a continuidade do Consolador, o que conferiu eternidade à ideia-Cristo. Há 143 anos a Ciência Cristã vem revelando à humanidade que o Cristo é atual, onipresente, onipotente, fala à consciência humana, salva e livra de todo o mal. Assim como Cristo Jesus ensinou em todas as suas palavras e obras, a Ciência Cristã também revela a cura cristã como ato contínuo e atemporal.
Ponderando sobre a cura dos leprosos, o que os levou a procurarem por Jesus? Eles estavam em busca da purificação física e mental. Jesus não deu nenhum diagnóstico, nem fez perguntas sobre o estado de saúde daquelas pessoas, pois mantinha o saber consciente acerca de todas as coisas e de cada ser como a expressão da perfeição de Deus. Tal fato é uma lei divina que pode ser científica e constantemente demonstrada pela cura de qualquer doença.
Quando o leproso se aproximou de Jesus e lhe disse: “Senhor, eu sei que o senhor pode me curar se quiser”, Jesus, compadecido, respondeu: “...Sim! Eu quero. Você está curado” (Marcos 1:41).
Como naquela época, o poder sanador cristão incomensurável e infinito está presente na atualidade, neste exato momento, e alcança a todos, em qualquer lugar, seja qual for a situação que tenhamos de enfrentar.
Pude comprovar isso em 1990, quando orei para reconhecer a perfeição e imunidade inerentes ao meu ser, como filho perfeito e completo de Deus. A Ciência Cristã ensina que a cura provém da ação divina e que não há nenhuma necessidade de diagnóstico material. Mas à época, consultei a opinião de um especialista com a finalidade de alinhar a defesa mental em minhas orações, para anular as pretensões errôneas, específicas do caso. Aprendi que se tratava de herpes-zóster, popularmente conhecido no Brasil como cobreiro, manifestado na região do abdômen e que, segundo o diagnóstico, era um tipo diferenciado de herpes que ataca pessoas com baixa imunidade, mas que, em contrapartida, tinha a característica de “imunizar” aquelas afetadas por esse vírus. Contudo, poderia durar e causar dor insuportável por anos.
Diante desse diagnóstico, continuei a confiar absolutamente na oração para obter a cura, sem usar nenhum recurso medicinal. Como resultado, não senti dores, nenhuma fibra nervosa ou músculo foi afetado. Lembro-me de que um dos elementos fundamentais de minha oração foi reconhecer a pureza como inerente a meu ser. Também venci o medo do contágio e resisti à tentação de olhar para os locais afetados para ver se a cura já havia se completado. Dentro de poucos dias, as bolhas sobre a região avermelhada da pele desapareceram por completo, e não reincidiram.
A cura pelo Cristo é completa, pois elimina o medo e a inércia mental. A Ciência Cristã ensina que o principal elemento para se alcançar a cura pela oração é o pensamento convicto, que não aceita o falso quadro material de uma conjuntura sem esperança de cura. Ao ler os relatos bíblicos, sinto que, ao ver-se diante de situações que, pela opinião geral, suscitavam pavor, desalento e desprezo, Jesus mantinha o pensamento elevado e deixava que o Cristo, a atividade divina infalível e oniativa, tomasse conta do caso, e por isso a cura ocorria.
A imunidade de cada pessoa é espiritual e intrínseca ao ser completo, criado por Deus. Como todos refletem a Deus, para infectar “o reflexo”, seria necessário primeiro atacar o original, o que seria impossível. A imunidade espiritual é um atributo que o homem possui por refletir a imortalidade divina. Nessa base, a Ciência Cristã estabelece a totalidade de Deus e a nulidade da matéria. O desdobramento natural do bem, tal como na cura dos leprosos, é algo divino e natural, portanto factível e demonstrável, a todo momento. A imunidade individual e coletiva está sustentada pela universalidade da atuação do Cristo.
Esse conceito mais elevado, divino e permanente de imunidade, embasado no Cristo vivo, eterno e atemporal é uma ajuda presente em um momento em que a mídia sugere uma possível pandemia da gripe A (H1N1), que está sendo conhecida como gripe suína. Contudo, podemos descansar na certeza da presença e atividade individual e universal da ideia-Cristo, que destrói o medo de contágio. Pela oração, optamos por confiar na realidade espiritual que garante a imunidade da criação de Deus, ao invés de em um quadro material que apresenta perigo de contaminação.
Regozijemo-nos em Deus, que pelo Seu Cristo vivo e atual, garante saúde e imunidade verdadeiras e permanentes para a humanidade.

Jackson mora em Porto Alegre, RS.

domingo, 3 de janeiro de 2010

Do Nada à Totalidade

O propósito de nos afastarmos de pessoas materiais, de ajuda material e de caminhos materiais, a fim de nos voltarmos ao espiritual, é chegar àquele lugar na consciência em que o Cristo assume as rédeas. No momento em que nos afastamos do humano e nos voltamos para o espiritual, torna-se inevitável que o Espírito se imponha, tão inevitável quanto o crescimento da relva após a semeadura, a irrigação e a adubação. Todavia, assim como ocorre entre o plantio e a colheita, há um intervalo entre os primeiros passos dados na senda espiritual e a experiência da atividade do Cristo em nossa vida diária. Esse lapso representa o lixo de humanidade que deve ser varrido do templo de nossa consciência porque este ficou conspurcado pela experiência humana. Parece que o próprio Cristo precisa de algum tempo para nos purificar – para deixar esse templo de nossa consciência pronto para a concepção e para o nascimento da Criança.
Independentemente de há quanto tempo nos afastamos do humano em favor do espiritual, e do número de passos que demos (alguns certos, outros errados), é inevitável que por fim alcancemos aquele lugar na consciência onde o Cristo assume as rédeas. Primeiro, contudo, deve sobrevir o senso de nulidade, a constatação de que "nada do que eu faça ou pense pode ajudar; nada que eu tente fazer, acontece". Senso de nulidade: a nulidade do pensamento humano, a nulidade do eu humano, do ser humano, da ação humana, da sabedoria humana, do planejamento humano, da economia humana – de tudo o que é humano. Quando o senso de nulidade é completo, e percebemos a inteira futilidade do empenho humano, voltando-nos para o Espírito, sobrevém a Totalidade, o silêncio profundo da "Minha Paz". É a paz espiritual."A Minha Presença nunca vos deixará ou abandonará". Trata-se do Eu transcendental na natureza, que não sou eu nem vocês. É a "vozinha suave" que dá testemunho da Presença, a qual jamais veremos face a face enquanto vivermos como humanos. Mas, se vivermos como entes espirituais, Ela penetrará na nossa experiência, conforme foi prometido.
Quando isso acontece, não se tornem um excêntrico aos olhos do mundo. Não saiam por aí dizendo que a sua vida está sendo vivida por uma presença e por um poder invisíveis. Não contem ao mundo que já não se preocupam com a existência, pois o mundo ficará com medo de vocês e fugirá! Entretanto, sempre que houver um pensamento receptivo, sempre que alguém se aproximar de vocês depois de reconhecer o que possuem, estarão livres para compartilhar. De certa forma, sejam normais, falem a língua do mundo, vivam como os demais por fora – mas por dentro obedeçam a seus padrões espirituais.
"O meu jugo é suave e o meu fardo é leve".
A experiência do Cristo sobrevém apenas depois da morte de uma parte da nossa natureza humana, da eliminação do eu humano (egoísmo), dos desejos, dos anseios e das necessidades humanas. Eliminada a natureza humana, ascendemos para a natureza do Cristo. Entretanto, ninguém sobe tão alto a ponto de permanecer até o momento da ascensão, pois a transição não ocorre enquanto sobejar o menor traço de humanidade. Às vezes, a Presença parece estar sentada no alto ou atrás do nosso coração, ou no nosso ombro. Hoje pode ser um lugar, amanhã outro. Não faz diferença. Se vocês perceberem a Presença aqui ou ali, rejubilem-se! Mas não esperem que lá esteja o tempo todo, porque se desapontarão. Não tentem localizá-La ou capturá-La. Se parecer ausente por um longo tempo, talvez fiquem deprimidos, mas nem isso deve preocupá-los. A vida é feita de colinas e vales. Às vezes, rolamos de uma colina para um vale; outras, achamo-nos num cume mais alto que o Everest. Eu mesmo já me senti nas alturas para, no dia seguinte, sentir-me mais no fundo do que no inferno. Não se preocupem com isso porque nada
tem a ver com vocês. Trata-se apenas dos graus desdobrados da consciência e da resposta humana a eles. Assim, se se encontrarem num período depressivo, rejubilem-se, porque é a preparação para a experiência das alturas. Não se pode subir sem antes descer. Em outras palavras, não se pode achar a vida antes de perdê-la.
Como saber que nos despojamos completamente do senso de humanidade? Há um método infalível. Importa-nos viver ou morrer? Se nos importa, existe ainda um traço de humanidade. Quando a humanidade se foi, pouco ligamos para estar aqui na Terra ou no além, para viver neste plano ou no próximo. Por quê? Porque quando eliminamos todos os traços de humanidade, não existe mais "eu". Somente o "eu" humano deseja viver ou, às vezes, morrer. Somente o "eu" humano pode ser próspero ou carente. Se não houvesse um "eu", não haveria prosperidade nem carência, nem vida nem morte, nem doença nem saúde. Haveria unicamente o estado do Cristo. Enquanto há traços do "eu", há humanidade.
O fardo da existência humana nunca mais será tão pesado para vocês, que até agora tiveram o senso do "eu". "Como chegarei a isso? Como devo chegar a isso? Por que devo chegar a isso?" Doravante, recordarão: "Eu estou com vocês para enfrentar o problema. Jamais o deixarei ou abandonarei." Hoje, algo aconteceu: a percepção do Cristo. Ele fará o que for preciso, sustentará o que for preciso: em outras palavras, haverá um senso maior da Presença e do Poder invisível que realizarão aquilo que nos foi dado realizar, razão pela qual o fardo parecerá mais leve. O fardo só parece pesado quando nós mesmos temos de carregá-lo, mas bem mais leve quando sabemos que outros ombros arcarão com ele. Jesus disse: "Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei…Encontrareis descanso para as vossas almas…Porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve."
Sim, poderão pousar o seu fardo nos Meus ombros. Nos ombros do Cristo, ele não pesará um grama sequer! Quando ele Se evidenciar em nossa vida, haverá menos um "eu" (nós) suportando o fardo de resolver problemas do que um "Eu, Minha Presença" (o Cristo) fazendo isso por nós. O que estudamos, lemos e pedimos deve agora transformar-se em experiência!
*
Joel S. Goldsmith

Sua Cura está à mão

O soerguimento, a força e a coragem que você busca, estão sempre à mão. Tudo o que é necessário para a Graça divina exprimir-se à sua mente, emoções, corpo e atividades, está á mão. A despeito das desarmonias físicas, emocionais ou circunstanciais, a cura, a paz e o êxito desejados estão sempre à mão!
A cura do medo, depressão, ansiedade, tensão, está ao seu alcance, aí onde V. está, agora, porque a presença de Deus lhe é acessível, com a substância e as respostas de que V. precisa. Seu bem é palpável e real para V., neste momento. Aprenda a abrir-se a esse poder sanador. Reserve alguns momentos, várias vezes ao dia, para uma introspecção. Lembre-se de sua real natureza e saiba que o estado de harmonia é sua condição normal. Sua cura está em V., no ar que V. respira, na luz do dia, na escuridão da noite, nas nuvens, no brilho do sol, na atividade mental e em tudo que o circunda! Esteja certo disso e agradeça que o poder sanador esteja aí. Deixe-o atuar sem restrição.
Comece deixando que a idéia de cura penetre em cada pensamento e sentimento seu. Crie essa atmosfera sanadora interna. Alimente esse pensamento-forma. Pense e sinta a harmonia saturando seu corpo, suas emoções, sua mente, bem como suas circunstâncias. Pense cura, sinta cura, fale cura, exprima atitudes de fé no poder sanador de Deus. Lembre-se sempre da presença amorosa e sábia de Deus. Afirme-o em palavras audíveis. “Agradeço-te, Pai, porque Teu poder sanador está agora mesmo, aqui, a permear-me. Desejo a integralidade! Realiza-a em mim!” E, nos intervalos destes exercícios, recuse-se a admitir e nutrir pensamentos de descrença, sentimentos de medo ou desânimo, seja para sua cura ou para a de um ente querido. Recuse sugestões negativas internas ou externas.
Uma mulher sofria de uma moléstia crônica. Já tinha se resignado a conviver com ela. Mas um grupo de pessoas positivas entrou em sua experiência e ela aceitou o tratamento. O processo sanador, constante de leituras de folhetos curativos, meditações, preces, revisão positiva da vida, ânimo otimista, dentro do pensamento central de cura, em poucos meses a curou! A harmonia, a saúde, a esperança e felicidade voltaram a essa mulher!
Um jovem, depois de exames médicos rigorosos, foi notificado que teria poucos meses de vida. Foi orientado a um tratamento espiritual e a ele se dedicou de toda alma. Posteriormente fez novos exames, com resultados negativos! Os médicos se admiraram e concluíram ter havido algum engano nos primeiros exames. No entanto, médicos e laboratórios eram de alto gabarito. Importante é que ele demonstrou que a cura estava á mão!
Outro relato; de uma pessoa que sofreu uma distensão no joelho. Nada resolvia. Chegou a um sentimento desencorajador de que nunca iria curar-se. Para agravar a situação, caiu de gripe e desesperadamente se voltou a nós, disposta a aceitar o poder sanador de Deus. Começou a trabalhar com seus pensamentos, direcionando-os ao ânimo, fé e afirmações de cura. Algumas vezes seus esforços lhe pareciam mecânicos; outras vezes lhe soavam como fria convicção, mas ela insistia e insistia, até que finalmente, de repente se lhe manifestou um jorro de emoção: a certeza da cura. E ela veio mesmo, porque estava à mão!
V. é um Filho de Deus, criado para manifestar harmonia e saúde plenas em cada parte de seu corpo, em cada faceta de sua vida. V.é uma idéia divina; uma parte integrante do bem total, com direito inato de reivindicar e recuperar essa integralidade da obra divina, pela conscientização da Verdade, até diluir as crenças limitadoras. O padrão perfeito, que sustenta sua natureza, é uma herança inata. Nada e ninguém lhe pode tirar! Mesmo que V. não tenha consciência disso tudo, esta é a verdade a seu respeito. E a prova é que V, pode demonstrá-la, seguindo o método de cura espiritual. Sim, querido amigo. Ainda que V. se encontre em meio a uma situação difícil, de saúde ou outro desafio, saiba que a cura está dentro de V.. Evoque o divino poder de harmonia. A ação de Deus é integralizadora. Ele ajusta e sana qualquer situação, quando nos abrimos ao seu amor.
Charles Fillmore, fundador da UNIDADE, que experienciou uma cura milagrosa, escreveu: “A cura real não é fabricada fora de nós, mas internamente pela compreensão da verdade de ser ela uma condição natural, uma herança inata do ser humano, filho de Deus. E o primeiro degrau da cura espiritual é a fé. O passo seguinte é nos tornarmos abertos e receptivos ao fluxo sanador de Deus”.
Exercite, pois, a fé de que a cura está à mão. Saiba que ela está atuando agora mesmo em V., na medida de sua aceitação e abertura. Seja grato por isto. Deixe a idéia de cura impregnar todo o seu ser, dominando todas as aparências e sintomas, e verá o efeito! É como emergir das condições cerceadoras e tocar o manto sanador do Cristo!
Mergulhe gratamente na atmosfera de cura. Esteja internamente alerta e receptivo. Perceba e siga os menores sinais de orientação. O impulso interno é sábio, ainda que lhe pareça inadequado. Exercite sua fé na idéia de cura. Cultive a cooperação com Deus, a Fonte de todo o Bem. Recolha-se diariamente por alguns instantes e medite nestas palavras de Jesus: “Se tiverdes a fé do tamanho de um grão de mostarda, direis a este monte: “move-te para lá” e ele se moverá. E nada vos será impossível”. (Mt. 17,20).
A semente de mostarda é pequeníssima. Mas se converte numa árvore. Semelhantemente, se V. exercitar sua pequena fé—por frágil e insignificante que lhe pareça—chegará a resultados espantosos. Basta que faça a sua parte, como indicamos aqui, e Deus fará todo o resto, abrindo-lhe possibilidades infinitas de êxito e cura.
Agarre-se a essa aspiração e persevere nela, na convicção de cura, até diluir toda descrença e dúvida. Enquanto V. crer em idéias falsas e as alimentar, elas trarão frutos amargos de desarmonia e carências. Cultive a verdade a seu próprio respeito pelo que ensinaram todos os Mestres. Faça sua própria demonstração. Isto lhe trará um autêntico júbilo e consolidará sua fé.
Acredite: nada é impossível para Deus, quando o homem abre mão de suas limitadoras crenças. A história tem demonstrado que o homem nada sabe ainda dos mistérios da natureza espiritual, que fundamentam toda a Criação. Portanto, creia e persista. Descarte o desalento, o pessimismo e idéias-feitas. “tudo podemos nAquele que nos fortalece!”
Recuse-se a medir progressos ou retrocessos pelos sintomas externos. Prossiga confiante, até sentir profunda paz, pela confiança na ação de Deus. Pense apenas na ação sanadora e agradeça de todo o coração. Confie na cura! A afirmação fervorosa modela o subconsciente de cura. Sinta que a força sanadora está “mais perto que sua respiração”, sem limites, penetrando-o e alevantando-o. Abra-se docemente a ela!
A cura lhe pertence! Ela está sempre à mão! Abra-se a ela! Creia nela! Aceite-a gratamente e ela o inundará, trazendo-lhe a mensagem confortadora de que Deus o ama realmente e deseja que V. tenha vida e a tenha em abundância!

(Mary Kupferle)