terça-feira, 2 de março de 2010

Uma igreja que cura

Loubert Milani Junior

Certo domingo estava com minha família em uma cidade fora do Brasil e, em um ponto de ônibus, observamos que uma senhora segurava um exemplar de O Arauto e outro das Lições Bíblicas Semanais. Fizemos contato e ela nos disse que estava retornando do culto de uma igreja da Ciência Cristã e se regozijava muito, pois voltara àquela igreja depois de quase 30 anos. Contou-nos que durante esse tempo tinha perdido a alegria e que chorava quase todos os dias. Naquela manhã, decidiu ir à igreja e comentou a transformação que lhe ocorreu. Estava maravilhada com todo o bem encontrado ao voltar para a igreja naquele dia, e se sentia extremamente feliz e grata.
O que faz com que a cura, o bem-estar e o “óleo de alegria” sejam tão presentes nas igrejas da Ciência Cristã? Primeiro, a atmosfera elevada e de paz, apoiada pelas orações científicas dos membros, advinda da Palavra lida do púlpito: a Bíblia e Ciência e Saúde, o Pastor dual e impessoal da Ciência Cristã. Esse ambiente é a manifestação do azeite que simboliza a caridade e abundância do bem divino. Outro ponto de grande importância é a predisposição a receber, compreender e viver essa mensagem, ser receptivo a esse “azeite”, ou “óleo”, definido por Mary Baker Eddy como “consagração; caridade; doçura; oração; inspiração celestial (Ciência e Saúde, p. 592).
Às vezes, as pessoas ficam tão sugestionadas com pensamentos de carência, desespero, doenças e dor, que se lhes torna difícil perceber o “azeite”, o suprimento, sempre presente, em suas vidas. A Bíblia relata a história da viúva de um dos discípulos dos profetas a qual clamou ao profeta Eliseu, antes de os credores buscarem seus filhos para serem escravos, como pagamento de uma dívida. Eliseu disse a ela: “...Dize-me o que é o que tens em casa. Ela respondeu: Tua serva não tem nada em casa, senão uma botija de azeite. Então, disse ele: Vai, pede emprestadas vasilhas aos teus vizinhos; vasilhas vazias, não poucas. Então, entra, e fecha a porta sobre ti, e sobre teus filhos, e deita o teu azeite em todas aquelas vasilhas; põe à parte a que estiver cheia”. Assim fez a mulher. “Cheias as vasilhas, disse ela a um dos filhos: Chega-me, aqui, mais uma vasilha. Mas ele respondeu: Não há mais vasilha nenhuma. E o azeite parou” (ver 2 Reis 4:1-7).
Eliseu fez com que ela percebesse que já tinha em casa, em sua consciência, o azeite, ou seja, a inspiração que lhe daria o suprimento necessário, pois naquele momento seus pensamentos estavam tão cheios de medo, carência e pobreza, que não a deixavam perceber o bem presente. Após ouvir o profeta e obedecer-lhe com a ajuda dos filhos, sua inspiração foi multiplicada e o azeite, o amor divino de maneira tangível, preencheu as muitas “vasilhas vazias” do pensamento.
O azeite é derramado sem limites à medida da disponibilidade das vasilhas e só para de jorrar, quando todas estão cheias. Quanto mais recipientes vazios, maior será a plenitude ou preenchimento; quanto mais a nossa consciência estiver livre de limitações, mais receberemos do Cristo em nossa experiência.
A profunda lição que recebemos do profeta é a de ver o cuidado, a providência e o auxílio do Senhor, sempre presentes a Seu povo. Eliseu demonstrou a abundância à viúva pobre. Ele recomendou que buscasse “vasilhas vazias”, o que, para mim, representa libertar-se de ressentimentos, tristezas, críticas e limitações, para que o azeite jorrasse, ou seja, para que a inspiração divina ocupasse lugar no pensamento da viúva e assim ela percebesse a manifestação divina, com sua necessidade já suprida.
As atividades da Igreja da Ciência Cristã, quer sejam os cultos, a Escola Dominical, a Sala de Leitura, as reuniões inspirativas, as Assembleias de membros ou as Conferências ajudam a esvaziar “vasilhas” cheias de sofrimento, doenças, medo, justificação própria, egotismo, carência, toda espécie de sentido material que oculta a beleza e bondade espirituais. É preciso desnudar o erro. “Paixões, egoísmo, falsos apetites, ódio, medo, toda sensualidade, cedem à espiritualidade, e a superabundância do ser está do lado de Deus, o bem. Não podemos encher vasilhas já cheias. É preciso primeiro esvaziá-las” (Ciência e Saúde p. 201).
Certa vez, ao buscar minha mãe para comparecer a uma Assembleia da nossa igreja filial, encontrei-a muito mal, com tristeza e depressão devido a problemas de relacionamentos familiares que a deixaram profundamente magoada. Mesmo bem abatida e desanimada, resolveu ir para cumprir com seus deveres de membro da igreja. Posso testemunhar sua cura no final da reunião; ela estava totalmente livre, alegre, expressando plenitude de vida! Essa experiência comprovou que as atividades da igreja curam e abençoam a todos, inclusive os que cuidam da parte administrativa. O pensamento dela foi modificado pelo “óleo da alegria”, que preencheu seu coração com amor e genuína gratidão pela igreja e pelo trabalho dos membros que abençoam a comunidade local e todo o mundo. As assembleias das igrejas da Ciência Cristã, em vez de simplesmente discutir fatores humanos e materiais, são oportunidades para boas reflexões metafísicas, e essa atmosfera promove a cura.
Cristo Jesus nos ensinou a ter esperança em Deus e a demonstrar o bem divino diariamente. Ao colocar seus ensinamentos em prática, mantemos o pensamento cheio desse bem e desfrutamos da herança de filhos de Deus. Mary Baker Eddy escreveu: “Amados Cientistas Cristãos, conservai vossa mente tão cheia de Verdade e Amor, que o pecado, a doença e a morte nela não possam entrar” (The First Church of Christ, Scientist, and Miscellany [A Primeira Igreja de Cristo, Cientista, e Vários Escritos], p. 210).


Encontrar o “óleo da alegria” é uma realidade nas igrejas da Ciência Cristã. A cura é inevitável!


Loubert mora com a esposa e a filha em São Paulo, SP.

Um comentário:

  1. Olá, passeando acabei conhecendo este blog fantástico, já estou seguindo!
    venha visitar meu cantinho da harmonia quando quizer!!
    com carinho Hana

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