sábado, 14 de março de 2009

Identidade espiritual.



Daqui por diante a ninguém conhecemos segundo a carne, e, ainda que tenhamos conhecido Cristo segundo a carne, contudo agora já não o conhecemos deste modo (II Coríntios, 5:16).
Conclusão, após compreender a verdade a respeito da natureza espiritual do ser humano, a partir de agora, a ninguém mais veremos segundo a carne. E mesmo que tenham conhecido Cristo segundo a carne (Jesus humano), a partir de então, não o veremos com a mesma e antiga visão humana limitada. Porque somos a vida e não a forma física e psicológica. Isto significa o despertar espiritual da consciência humana, ver além das aparências.

Confira agora esta mesma verdade única através de outros ângulos.

Texto de Joel S. Goldsmith
Atos, 17:28 e 29

“Doravante não reconheceremos o homem pela carne”. E como, pois, o reconheceremos? Como um filho de Deus, sua verdadeira identidade. À medida que conhecemos a nós mesmos e a todos os demais, como sendo de descendência espiritual, nunca olharemos para o corpo, mas diretamente para os olhos, até poder ver por trás deles, além do homem mortal, além do homem jovem ou velho, doente ou sadio, onde está entronizado o Cristo. O homem visível quer doente, quer sadio, não é o homem – Cristo, o Eu espiritual daquele homem, não está sujeito às leis da carne, nem mesmo da carne harmoniosa, mas está sujeito apenas ao Cristo.
Temos o dever – e não só perante nós mesmos – de fazer com que o mundo reconheça o homem não pela carne, e sim que reconheça a cada um como de fato deve ser reconhecido, não atribuindo qualidades boas ou más, tanto para amigos como para inimigos, cessando de pensar sobre sua história passada, presente e talvez futura; temos de olhar para ele apenas como uma pessoa e vê-lo em sua identidade espiritual.

Joel S. Goldsmith – “O Trovejar do Silêncio” – Ed. Martin Claret

... nunca enxerga o homem na sua humanidade; mas que logo entra em contato com a consciência espiritual dele. Acostumar-te-ás a não ver o homem segundo a sua aparência, mas o verás através dos seus olhos, para além dos seus olhos, na certeza de que lá está o Cristo de Deus. Fazendo isto, apredes a prescindir da aparência externa, e, em lugar de tentares curar alguém ou restabelecer alguém ou melhorar alguém, te tornarás verdadeiramente uma testemunha da sua natureza crística, da sua essencial identidade com o Cristo.
Mesmo quando encontrares um bêbado, um doente ou um moribundo, não prestarás atenção à aparência externa, mas dirás a ti mesmo ‘Ele É’... Percebes os fenômenos externos, as aparências dos sentidos, mas não te deixarás desorientar por elas. Podem os olhos ser testemunhas da doença de alguém, testemunhas da pobreza ou da culpa de alguém – mas o espírito te diz: “Não! Isto é Deus em sua manifestação: isto é uma individuação de Deus; e por isto, a harmonia é a verdade, independentemente do que meus olhos vêem ou meus ouvidos ouvem”.
É uma consciência capaz de penetrar as aparências e enxergar para além; é uma visão de dentro, que nos dá a certeza desta verdade, mesmo quando os nossos olhos enxergam um ladrão ou um moribundo... É sem importância o testemunho dos sentidos externos. Algo no teu interior deve cantar, e o cântico que teu interior canta deve dizer: “Este é meu filho amado, no qual me comprazo... O Eu no meu interior é poderoso”.

Joel S. Goldsmith – “A Arte de Curar Pelo Espírito” – Ed. Martin Claret

Num primeiro momento poderemos achar que isso é ser por demais impessoal, mas não é nada disso. Trata-se, isto sim, de ser verdadeiro, pois observando tais princípios estaremos observando as pessoas como elas são realmente. Quando Pedro soube dizer “Tu és o Cristo, o Filho de Deus vivo”, foi porque já era capaz de ver através das aparências humanas, e pôde ver aquilo que animava Jesus e que fazia dele um salvador e um guia do mundo.
Se virmos o Mestre sob essa luz, mas pararmos por aqui, teremos uma noção incompleta, pois não apenas em Jesus atuava o Cristo: você e eu também somos Cristo-movidos.
O ser humano, vivendo o seu dia-a-dia, é o homem de carne que não está sob o governo de Deus e que não agrada a Deus, e que por isso é confuso, perplexo, frustrado, doente e muitas vezes acossado pela pobreza. Como os filhos de Deus não é assim: não estão enredados nos problemas do mundo, os filhos de Deus são livres. Os filhos de Deus renunciaram a todo julgamento sobre bem e mal, e estão convencidos em seu coração da verdade sobre as aparências: “Não é nem bom nem mau, é só uma pessoa. Não é nem boa nem má, é só uma flor (ou uma pintura, um tapete, etc.). Não é nem bom nem mau porque só Deus é bom, e o mal não passa de uma ilusão ‘deste mundo’”.
Quando qualquer um de nós for capaz disso, terá feito a transição entre ser um homem da Terra e ser um filho de Deus.
A transformação ocorre sem que a pessoa seja transportada para algum tipo de mundo etérico ou transformada em corpo etérico, mas por meio de uma mudança de consciência que leva à reflexão: eu sou uma pessoa, e, uma vez que Deus é o princípio criador do meu ser, tudo o que Deus, é, eu sou – tudo o que o Pai tem, é meu.

Joel S. Goldsmith – “O Trovejar do Silêncio” – Ed. Martin Claret

Palavras não resolvem este problema. Deve ser uma convicção interna – e esta só se adquire por meio de exercícios, pela compreensão e pela prática – sem falar da graça de Deus que reside no teu íntimo. Se fores capaz de ficar sentado à cabeceira de um doente moribundo sem um vestígio de temor, porque uma voz canta no teu interior: “Este é meu filo amado... Eu sou onipontente no meu interior... Jamais te abandonarei nem te esquecerei” – então és um curador pelo espírito. Isto supõe uma evolução que só se alcança por exercícios – até que desponte o dia em que esta voz fala de dentro. Ou alguém recebe esta consciência pela graça de Deus, como um presente”.

Joel S. Goldsmith – “A Arte de Curar Pelo Espírito” – Ed. Martin Claret

“Não chames a ninguém na terra teu pai: pois um é o teu Pai, que está no céu” (Mateus, 23:9). E que significa isto, exceto que se deve reconhecer a origem espiritual de todo homem?

Joel S. Goldsmith – “Viver Agora” – Ed. Ibrasa

Antes você conhecia seus amigos, seus parentes, seus pacientes e seus alunos como seres humanos; alguns bons e outros maus. Daqui em diante, você não deve conhecê-los nem como bons nem como maus, mas como seres espirituais. É um erro tanto avaliar uma pessoa como boa, como avaliá-la como má. É um erro tanto avaliar uma pessoa como rica, como avaliá-la como pobre. Você não deve avaliar qualquer pessoa segundo a carne, quer seja boa ou má. Daqui em diante, você deve avaliar uma pessoa apenas como o Cristo.
Não devemos considerar uma pessoa como carne ou como um ser humano. Não devemos glorificá-la como homem, bom ou mau, mas é melhor agora conhecê-lo não segundo a carne, mas segundo o Espírito.

Joel S. Goldsmith – "O Despertar da Consciência Mística" – Ed. Pensamento

Não devemos procurar um poder fora ou separado de nós mesmos. Nós individualizamos o poder infinito na medida de nossa conscientização da Verdade.
A Vida, que é Deus, é nossa vida. Há apenas uma Vida, e esta é a vida de todos os seres, de todos os indivíduos. Nós individualizamos esta vida eterna, e não há menos Deus em alguns seres do que em outros. E esta vida, em todos, é sem doença e imortal. Nossa consciência desta verdade é a influência curadora dentro de nós.
Existe apenas uma Consciência, Deus. Em nós se individualiza esta Consciência onipotente e onisciente; por isso, nossa consciência é o socorro sempre presente em qualquer circunstância. Por esta razão não oramos ou buscamos a um Ser longínquo, mas percebemos a onipresença da divina Consciência como nossa consciência, e deixamos que o aparente problema se vá. A percepção desta verdade nos confirma na consciência da presença da Vida, da Verdade, de Deus. A compreensão da unidade da Consciência como a nossa consciência, da Vida como a nossa vida, é a Verdade eterna.
Encontrando sua vida interior, o homem encontra a paz, a alegria, a harmonia e a segurança. Mesmo em meio a um mundo tão decadente, ele permanece indiferente e intacto – é a exata presença do Ser imortal.

Joel S. Goldsmith – "O Caminho Infinito" – Ed. Martin Claret

A Verdade é que somos filhos de Deus. Deus manifesta Sua vida sob a forma do nosso ser individual. Ele Se expressa na terra por intermédio da nossa pessoa. A Vida que é Deus é a nossa vida individual, sendo, portanto eterna e imortal. A nossa mente é a mente que esteve também em Jesus Cristo, que é infinitamente pura. A nossa alma é imaculada e nada podemos fazer para mudar isso porque Deus é a nossa alma, o nosso ser. Dando um passo à frente, o nosso corpo é o templo do Deus vivo. Essa é a verdade sobre nós, sobre a nossa vida, sobre a nossa mente, sobre a nossa alma, sobre o nosso corpo, sobre o nosso ser. Por que, então, tanta discórdia?
Pelo simples fato de procurar Deus estamos negando que o Reino de Deus se encontra dentro de nós, ainda que o saibamos e o proclamemos. Quanto mais recorremos a esforços físicos e mentais para achá-Lo, mais negamos que Seu Reino está conosco!
Nosso relacionamento com Deus é: "Eu e o Pai somos um só". Um só – não dois! Deus é; logo, eu sou. Isso é unicidade. Todo esforço para entrar em contato com Deus seria o mesmo que Joel tentar entrar em contato com Joel! Procurar é ir atrás de algo que está mais próximo de nós do que a respiração, mais próximo de nós do que as mãos e os pés! Não estamos mais distanciados de Deus do que estamos da nossa respiração, do nosso próprio ser.
Enquanto acreditamos que somos algo exterior a Deus e tentarmos regressar a Ele, enquanto forcejarmos por trazer Deus para dentro da nossa experiência, nós continuaremos a nutrir o sentimento de separação de Deus. A única maneira de superar isso é reconhecer, aqui e agora.
Orar, meditar, ler textos espiritualistas, freqüentar serviços religiosos, aulas ou conferências, tudo isso é busca de Deus, e a expressão buscar Deus pode, corretamente, ser aplicada a essas atividades. Entretanto, elas não são o mesmo que tentar mental ou fisicamente entrar em contato com Deus, coisa que, no máximo, tende a nos separar Dele, da conscientização de que Ele está dentro de nós.

Joel S. Goldsmith – "O Suprimento Invisível" – Ed. Cultrix

Você precisa entender que este ensinamento não visa a dar-lhe um método para demonstrar uma vida melhor ou mais durável, nem tampouco é um ensinamento de como usar sua mente para obter as coisas, ou para dar-lhe um pouco do poder chamado Deus para lhe proporcionar bens ou melhores condições de vida.
Este é um ensinamento que visa a tirar você da sua condição humana e levá-lo para a percepção da sua identidade espiritual. Este é um modo de vida que lhe ensina como estar no mundo, sem pertencer a ele; é um modo de vida que ensina que, desde o início dos tempos, desde antes de Abraão existir, Eu Sou, e que Eu estarei aqui até o fim do mundo.

Joel S. Goldsmith – "A União Consciente com Deus" – Ed. Pensamento

quarta-feira, 4 de março de 2009

A Ciência do Cristo para o progresso da Humanidade.


Muitos conceitos há sobre Deus (Adonai). Alguns crêem ser Ele Pessoal, portanto limitado a tempo e espaço. Outros o vêem como um Ditador carrasco e distante que tortura os impenitentes e recompensa os fiéis. Há culturas que acreditam haver pluralidade de deuses, e há ainda outros que não acreditam na sua existência (desconhecendo a Verdade que não há Vida sem Ele).
Os homens O interpretam segundo seus pobres critérios ‘materiais’ e, em razão disso cresce cada vez mais o número de discórdias entre religiões, cada qual com sua ‘verdade’.

Segundo a Ciência Cristã, Quem é o Adonai?

Deus é Perfeição: ‘... a Perfeição da formosura resplandeceu Deus’, ‘...como vosso Pai é Perfeito’; Vida: ‘Eu sou... a Vida’, ‘Eu vim para que tenham Vida... ’; Amor: ‘...com Amor eterno te amei’, ‘...Deus é Amor’; Mente ou Espírito: ‘e soprou nele o fôlego de vida (ou Espírito), tornando-o alma vivente (ser pensante)’, Saúde:‘...Ele tomou sobre si as nossas enfermidades e, as nossas dores levou sobre si’, ‘...tirarei do meio de vós as enfermidades’; Prosperidade: ‘...não têm falta alguma aqueles que o temem’, ‘...aqueles que buscam ao Senhor de nada têm falta’; Bondade: ’Quão preciosa é, ó Deus, a tua Benignidade...’, ‘Eu sou o Bom Pastor...’; Eternidade: ‘Antes que os montes nascessem, ou que tu formasses a terra e o mundo sim, de eternidade a eternidade, tu és Deus’, ‘O teu reino é um reino Eterno...’; Paz:
‘...Dou-vos a Paz’, ‘Paz seja convosco’.

Dentre os atributos Divinos estão: Onipresença: ‘teus são os céus, e tua e a terra; o mundo e a sua plenitude tu os fundastes’, ‘tua glória enche toda a terra’; Onipotência: ‘Assim será a palavra que sair da minha boca: não voltará para mim vazia, mas prosperará naquilo para que a enviei’, ‘todo o Poder me foi dado no Céu e na Terra’ e Onisciência: ‘...conheço os teus pensamentos’, ‘ainda a palavra não me chegou a boca e tu a sabes’.
Tire sequer um desses atributos e Deus já não é Deus.

Muitos são os que afrontam a soberania Divina e ensinam os outros a fazer o mesmo, ‘...ai daqueles que deixarem de cumprir um só dos mandamentos (As imutáveis leis Divinas) e levarem os outros a fazer o mesmo’.

O Senhor é Imutável: ‘... não quebrarei o meu concerto, não alterarei o que saiu dos meus lábios’, ‘...nEle não há nem sombra de mudança’ e Soberano:
‘Assim será a palavra que sair da minha boca: não voltará para mim vazia, mas prosperará naquilo para que a enviei’ .

Conclui-se que não há outra Presença, Poder ou Ciência (Conhecimento) além dEle. Há perfeição e harmonia, porquanto todas as coisas foram feitas por Ele.

Mas, que lugar ocupa o mal no espaço?

O Amor (Adonai) preenchendo todo o espaço (Onipresença) anula a idéia de que o mal habita algum lugar. Semelhante a escuridão que deixa de existir quando resplandece uma luz, assim é o mal quando exposto ao Amor, este não se translada para outro lugar, porém deixa, na sua totalidade, de Existir.
Como a escuridão é a ausência da luz o mal é a ausência do amor.

Não há o Erro senão na crença da matéria: ‘ o que nasce da carne é carne e o que do Espírito nasce é Espírito‘, ‘...Necessário vos é nascer de Novo’. Com o Amor Eterno governando o Universo tudo é completo e belo e nada pode sucumbir à beleza da criação.

Deus é tudo em todos, onde há Vida, Amor e Bondade ali está Ele: ‘toda criação revela Deus’.
“Criou-nos conforme sua imagem e semelhança”

Como idéias de Deus nós somos perfeitos e perfeita é toda sua idéia criativa.
O homem foi feito à imagem e semelhança de Deus, portanto é um ser completo e um todo harmonioso.
Quando Adão ou raça humana comeu o fruto do conhecimento do bem e do mal, isto é, quis tornar-se “co-criador”, a suposta matéria (não-inteligência) subjugou a Mente ou Espírito (verdadeira inteligência) e com isso toda criação se sujeitou ao erro: o pecado, a doença e a morte.
O Evangelho de São João menciona que: ‘todas as coisas foram feitas por Ele (Jesus) e sem Ele nada do que foi feito se fez’¹. As coisas por Ele feitas: ‘ viu que eram muito boas’ ². contudo o versículo segue: ‘e sem Ele nada do que foi feito se fez’, o que foi feito sem Ele, já que o verso assim o diz?

Como “co-criador” o homem não foi bem sucedido e jamais será. Com a suposta matéria subjugando a Mente ou Espírito, toda criação se sujeitou ao erro. Jesus diz nas páginas sagradas: ‘o diabo (figura do Mal) veio senão para matar, roubar e destruir’, e continuou: ‘ Eu vim para destruir as obras do Diabo (isto é, o erro) ’.

O Mestre não criou “o pecado, nem a doença, tampouco a morte” (sendo Ele Perfeito, sua mente não conceberia tais erros), antes curou doentes, ressuscitou mortos, libertou mentes oprimidas, perdoou pecados. Cancelou o Erro, ‘...o escrito de dívida que era contra nós foi cancelado’ e Restaurou a Verdade ‘Eu sou...a Verdade’ . Reconheceu que não existe nenhum tipo de mal, mas que este é resultado da mente humana dominada pelo ‘não inteligente’.

A Doce Voz convoca ainda hoje os seus Amados filhos: ‘Necessário vos é nascer de novo...nascer do Espírito’ , pois essa é sua verdadeira identidade, essa é sua natureza original.

Através do domínio da Mente ou Espírito Divino o erro é eliminado e finalmente o homem: “levanta-se e resplandece, pois é chegada a sua luz e a glória do Senhor vai nascendo” ³ . Como idéias de Deus nós somos Perfeitos, Saudáveis e Prósperos. A Morte, A Doença e o Pecado dão lugar a Vida, A Saúde e a Inteireza.

Cristo falou: “E Conhecereis a Verdade (Domínio do Espírito sobre a ‘matéria’)
e Ela Pois te Libertará” .

“O meu povo está sendo destruído porque lhe falta o conhecimento ” (Oséias 4.6)
"Monta guarda à porta do pensamento. Admitindo somente aquelas conclusões cujos resultados desejas ver concretizados no corpo, tu te governas harmoniosamente. Quando se apresenta a condição que, segundo dizes causa a moléstia, quer seja ar, exercício, hereditariedade, contágio ou acidente, então desempenha a tua função como porteiro e veda a entrada a esses pensamentos e temores doentios. Exclui da mente mortal os erros nocivos; então o corpo não poderá sofrer por causa deles. As alternativas de dor ou de prazer têm de provir da mente, e, como guarda que abandona seu posto, admitimos a crença intrusa, esquecendo que com o auxílio divino podemos proibir-lhe a entrada" ( Ciência & Saúde com a Chave das Escrituras)

terça-feira, 3 de março de 2009

Cura de transtorno bipolar.


Martha Niggeman é Praticista da Ciência Cristã em Kentfield, Califórnia, EUA. Além de seu trabalho como praticista, foi conferencista da Ciência Cristã. O testemunho da cura de Martha, do que hoje é chamado de transtorno bipolar, foi publicado, pela primeira vez, na edição de 22 de janeiro de 1990, da revista The Christian Science Sentinel. Mais recentemente, Martha conversou com a equipe do Sentinel sobre essa cura e o que ela aprendeu com a experiência.
Há alguns anos, lutava diariamente contra um diagnóstico médico de doença maníaco-depressiva (ou transtorno bipolar). Esse tipo de depressão grave era, e ainda é, considerado incurável.
O médico disse que eu jamais ficaria livre da doença e da dependência da medicação diária, que deveria me ajudar a permanecer mentalmente calma. Disse também que, se eu não tomasse a medicação prescrita, ele não se responsabilizaria pela minha vida, porque, durante uma crise da doença com depressão profunda, o impulso de cometer suicídio é extremamente forte.
Mesmo com a medicação diária, havia momentos em que meu estado era tão grave, que ficava hospitalizada por longos períodos.
Eu era o tipo de mãe que amava minha família maravilhosa e também era muito ativa nas organizações da comunidade. Contudo, a cada crise maníaco-depressiva, não conseguia trabalhar normalmente, durante dias e meses, muito embora desejasse muito fazê-lo. Havia períodos em que ficava paralisada pelo medo, pela angústia e desespero extremos, acompanhados por pensamentos impulsivos de autodestruição.
Consegui pegar uma Bíblia e encontrar ajuda
Antes de me volver à Ciência Cristã em busca de cura, passei por uma poderosa experiência espiritual ao ler a Bíblia, enquanto estava no hospital. Durante uma crise da doença, em uma determinada noite muito difícil, não conseguia pensar direito ou me concentrar em nada. Entretanto, consegui pegar uma Bíblia e encontrar ajuda. Durante essa crise, disse a mim mesma: “Se pudesse ler apenas uma palavra... ajude-me, Deus”!
Abri a Bíblia aleatoriamente em Romanos, capítulo 8 e li: “Porque eu estou bem certo de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as cousas do presente, nem do porvir, nem os poderes, nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor” (38-39).
Embora estivesse com uma confusão mental aguda, que, às vezes, durava horas ou dias, de repente, fiquei completamente calma. Senti a presença grandiosa e amorosa de Deus, e sabia que nunca mais poderia ficar separada do Amor.
Cessou minha tempestade mental pelas palavras: “Acalma-te, emudece”!
A doença maníaco-depressiva era como estar em uma grande tempestade mental, que me fazia lembrar da tempestade no mar da Galiléia, que ameaçara de destruição a Jesus e a seus discípulos. Podia sentir o poder espiritual nas palavras, “Acalma-te, emudece” (Marcos 4:39), e cessou aquela tempestade mental. Essas experiências produziram um profundo efeito em mim e desejei procurar uma solução espiritual.
Tomei conhecimento sobre a cura espiritual por meio da Ciência Cristã ao ler um Sentinel. Um Praticista da Ciência Cristã conversou comigo sobre a cura e, após a conversa, senti uma confiança firme e profunda no poder da verdade espiritual para me curar. Parei com toda a medicação. O praticista orava comigo diariamente pela cura.
Também comprometi-me, de maneira firme, a permanecer mentalmente com as verdades e as idéias espirituais, momento a momento, dia após dia. Com essas verdades sanadoras, senti uma enorme diferença em meu bem-estar mental. Permanecia com os pensamentos e ações claros e normais, com paz de espírito e nenhuma confusão.
Não somente as grandes verdades bíblicas foram essenciais para a cura, mas também as grandes verdades contidas no livro Ciência e Saúde, de Mary Baker Eddy. Elas foram fundamentais para a minha libertação da doença maníaco-depressiva. O importante na cura foi vivenciar minha identidade espiritual, expressando quem eu realmente sou, como a filha inteiramente boa de uma Mente divina também totalmente boa.
Pela leitura de Ciência e Saúde, muitas idéias a respeito da minha verdadeira identidade, como a expressão da Mente divina, tornaram-se parte ativa da minha vida. Uma de que gosto muito é: “Tudo o que realmente existe é a Mente divina e sua idéia, e nessa Mente o ser inteiro se revela harmonioso e eterno” (p.151).
O poder que nos advém de confiar na verdade espiritual
As crises maníaco-depressivas podiam aparecer a qualquer momento e em qualquer lugar. Uma vez, quando estava voltando com meu marido de um simpósio na China e estávamos no aeroporto de Zurique, senti que estava entrando em crise. Disse: “Ah meu Deus, se Você é a Mente única, e Você é, preciso saber disso agora”. Aquele estado mental desapareceu completamente. Confiar na presença grandiosa da verdade espiritual foi muito poderoso.
O que posso dizer para alguém que esteja passando por isso é: permaneça com o poder da verdade espiritual. A escuridão mental não pode mantê-lo fora da luz da Mente divina, poderosa, presente e infinita, e da presença sanadora do amor de Deus, todo-poderoso. Nada pode separá-lo do amor de Deus, ou seja, nem o medo, a angústia, o desespero, a mais escura opressão nem pensamentos aterrorizantes de destruição. Não se trata simplesmente de amor humano; é o grande amor de Deus, que ama você sempre.
Levei vários anos para obter minha libertação completa. De forma gradual, comecei a ver a doença como um impostor. Adquiri uma convicção inabalável na realidade espiritual de que eu era a expressão, plena de paz, da Mente divina única. Senti uma verdadeira e duradoura liberdade, que não sentia há muito tempo.
Agora, durante mais de 25 anos, tenho levado uma vida normal e ativa, o que inclui viajar extensivamente pelo mundo. Por meio do poder e da prática da cura espiritual, obtive uma libertação completa do transtorno bipolar ou maníaco-depressivo.
by Martha Niggeman

segunda-feira, 2 de março de 2009

É possível ser um sanador.

Quando Jesus enviou seus discípulos a pregar, ele também lhes disse para curar enfermos. O que mais gosto nesse mandamento é que Jesus tinha a expectativa confiante de que os discípulos podiam fazê-lo!
Ainda me lembro quando o desejo de entrar para a Prática Pública da cura pela Ciência Cristã veio a mim, logo após a faculdade. Havia crescido estudando essa Ciência e era com prazer que me volvia a Deus, quando estava doente ou tinha outras necessidades com relação à saúde. À medida que continuava a estudar a Ciência Cristã, o impacto dessa Verdade espiritual se tornava tão maravilhoso, que percebi que o trabalho de cura em tempo integral era o caminho que desejava tomar. Tendo experimentado o poder de Deus em minha própria vida, desejava dar o próximo passo e fazer o que Jesus disse aos seus seguidores: curar os outros por meio do poder divino.
O que mais me inspirou foi uma declaração de Mary Baker Eddy em uma carta a James Neal, um jovem rapaz que havia acabado de entrar para a prática da cura em tempo integral. Ela escreveu: “A posição mais elevada que pode ser alcançada neste plano de existência é a de Sanador realmente científico” (Robert Peel, Mary Baker Eddy: “The Years of Authority”, p. 101). Ponderei sobre o que ela queria dizer com a frase: “Sanador realmente científico”. Para mim, significava discernir, com mais profundidade, o que Jesus percebia, quando ajudava aqueles que necessitavam de cura. Significava substituir a aparência material de males físicos e outros problemas, pela percepção espiritual a respeito do homem, a qual curaria aqueles em necessidade. Em outras palavras, penetrar além da superfície das coisas e descobrir a origem real da saúde e do bem-estar.
Percebi que, a fim de curar os outros, como também a mim mesmo, tinha de aceitar completamente os ensinamentos da Bíblia de que Deus é o Criador de cada um de nós. Tudo o que somos, como Sua criação, tem de estar de acordo com Sua natureza. Gosto muito da descrição que a Bíblia faz do nosso Criador como Espírito incorpóreo, perfeito Amor, Vida eterna (ver João 4:24, 1 João 4:8, Deuteronômio 30:20). Se encontrasse alguém que não estivesse expressando saúde e bem-estar, de acordo com essa natureza divina, eu precisava ver mais claramente minha própria identidade espiritual criada por Deus, como também a dos outros. Confiava em que o Espírito transmitiria a idéia correta a mim e àqueles que me pediam que orasse para eles.
A Bíblia promete que a única Mente infinita, que tudo sabe, constantemente transmite essas idéias, chamadas anjos, a cada um de nós. Essas mensagens divinas, não apenas revelam o que é realmente verdadeiro, mas também nos mostram onde e de que maneira estamos sendo enganados a acreditar em uma identidade que não corresponde àquela que Deus criou.
O mundo nos apresenta todo tipo de teorias, que sugerem as razões pela quais poderíamos ter essa doença ou aquele problema físico. Teorias talvez relacionadas à hereditariedade, contágio, idade, meio ambiente, acaso, dieta, infecção, acidente. A lista é interminável. Uma vez que tomamos conhecimento da teoria, então somos informados a respeito das prescrições ou ajustes materiais que irão contra-atacar o problema. A mídia e as conversas generalizadas são incansáveis em seus argumentos, às vezes, estrategicamente orquestrados e, em outras extremamente sutis, perpetuando a noção de que somos meros organismos materiais, que dependem de meios materiais para alcançar saúde e sobrevivência. Que campanha! Portanto, temos de estar determinados a empreender uma campanha em outra direção, ou seja, refutar toda evidência que negue a perfeita saúde que Deus, a Vida eterna, deu a cada um de nós. Para mim, fazer isso é o que nos capacita a seguir o exemplo de Jesus de ser “um sanador realmente científico”.
Isso nem sempre é fácil, especialmente quando o corpo clama de dor ou vivencia uma alteração na saúde normal. A aparência exterior diz que vivemos em um mundo material, enclausurados em um corpo material. Contudo, nunca alcançaremos nossa libertação dos males do mundo, se continuarmos a pensar nesses termos. Jesus ensinou: “Não julgueis segundo a aparência, e sim pela reta justiça...” (João 7:24) e também: “O espírito é o que vivifica; a carne para nada aproveita” (João 6:63). Esses ensinamentos são leis espirituais, passíveis de comprovação.
Mary Baker Eddy revelou as leis espirituais que sustentavam as palavras e as obras de Jesus e ela se dedicou a demonstrar e transmitir essas leis a outros. Ela sabia, assim como Jesus, que o mandamento “curai enfermos” é possível ser cumprido por todos. Ela nos mostrou como pensar sobre nós mesmos, como os descendentes do Espírito, não da matéria. Ao exercermos esse sentido espiritual, descobrimos que orar negando a evidência da doença, não só é possível, como também é uma obrigação, se quisermos cumprir o que a Sra. Eddy diz em sua carta a James Neal, que é “a posição mais elevada que pode ser alcançada neste plano de existência”. Ela estava tão empenhada em seguir o exemplo de Jesus, que quando ela estabeleceu as quatro instruções na capa de Ciência e Saúde, “Curai enfermos” foi a primeira delas, tornando-a literalmente a primeira mensagem sobre a qual ela desejava que todo leitor de seu livro ponderasse.
Contudo, o que é que nos impede de pensar sobre nós mesmos como espirituais? Se nossa natureza inteiramente espiritual é a realidade do nosso ser, por que não desejaríamos aceitá-la, juntamente com sua promessa de saúde e liberdade? A razão é o que a Sra. Eddy denomina magnetismo animal. Magnetismo animal é o somatório de tudo o que é hipoteticamente antagônico e que se opõe a aceitar a verdade sobre a nossa natureza divina. É a crença básica falsa a respeito da realidade da matéria com seus fascínios e ameaças. Às vezes, essas crenças parecem inofensivas, em outras, parecem malévolas. Magnetismo animal é tudo quanto conduz o pensamento para fora da vida em Deus, o Espírito.
Portanto, a questão é: podemos, em última análise, ver a nós mesmos como uma consciência espiritual, ao invés de um físico material? Uma maneira que descobri de responder a essa pergunta é considerar que, mesmo aquilo que vejo como material, se constitui, em realidade, de impressões mentais. Esse foi um ponto vital na descoberta da Sra. Eddy da metafísica da Ciência Cristã, ou seja, o que parece ser matéria, não é algo separado do pensamento. É somente pensamento, muito embora esse algo talvez pareça estar objetivado materialmente. Mas a Sra. Eddy não parou por aí em seu raciocínio. Ela disse que precisamos substituir essas falsas impressões pelas eternas idéias de Deus, a Alma imortal. Ela descreveu esse processo em Ciência e Saúde: “A metafísica reduz as coisas a pensamentos e substitui os objetos dos sentidos pelas idéias da Alma” (p. 269).
Talvez pensemos que essa abordagem se assemelha à de alguns filósofos clássicos, que se esforçaram em descrever a realidade em termos inteiramente mentais. Entretanto, a Sra. Eddy foi muito mais além desse raciocínio, ao seguir Jesus em sua compreensão da Verdade. Tal como Jesus, ela trouxe uma iluminação espiritual à sua percepção da realidade. Obedecendo ao mandamento de Jesus, ela testou essa percepção, de forma prática, ao comprovar sua fundamentação através da cura. Se não formos bem além de considerar nossa experiência humana como mental, ainda estaremos consentindo com todas as ilusões do mal, que se manifestam em doença, morte, ódio e limitação.
A fim de obtermos o domínio sobre esses males, precisamos constantemente distinguir entre o que é divinamente mental e o que é mortalmente mental, entre o real e o irreal. O mortalmente mental ou falso, a consciência mortal, transmite impressões incorretas que negam a natureza harmoniosa de Deus, da Vida, da Verdade e do Amor divinos. A consciência divinamente mental (a única consciência verdadeira) consiste de idéias que expressam a natureza de Deus, a qual constitui sua única origem. Além disso, compreender a verdade dessa realidade espiritual é o que nos capacita a seguir os passos de Jesus e a curar o doente, como ele nos ordenou.
Jesus e Mary Baker Eddy esperavam que essas idéias verdadeiras fossem ativadas em um viver cristão. O Mestre disse: “Ora, se sabeis estas cousas, bem-aventurados sois se as praticardes” (João 13:17). Ciência e Saúde declara que precisamos demonstrar a natureza divina, por intermédio do cristianismo de nossas palavras e ações diárias, bem como pela Ciência de nossa compreensão. Ambas são necessárias. À medida que provarmos que a Vida, a Verdade e o Amor constituem a realidade de nosso ser, também poderemos ajudar outros a reconhecer esse fato a respeito deles mesmos.
A cura na Ciência Cristã envolve a identidade inteira do homem em sua ação inspiradora e purificadora. Essa ação resulta na eliminação dos males físicos e dos falsos traços de caráter. Essas curas confirmam o fato fundamental do ser espiritual do homem. Elas nos unem mais estreitamente a Deus e nos ajudam a vivenciar mais da nossa verdadeira natureza em tudo que fazemos e sentimos. Essa é a cura real que Jesus nos incentiva a alcançar.
Juntamente com essa cura, vem a inspiração do universo de Deus, descortinando-se para nós com sua revelação de beleza infinita e alegria ilimitada.


by Charles Ferris