sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Perdoe e transforme o mundo


Na margem sul (conhecida como Southbank) do rio Tâmisa, em Londres, perto do “Royal Festival Hall” (um dos maiores espaços do mundo para eventos), existe uma estátua de Nelson Mandela, de dois metros e meio de altura, que se tornou um famoso ponto de referência na cidade. Mandela é muito admirado no mundo todo, não apenas por seus esforços em desmantelar o apartheid ou o segregacionismo racial na África do Sul, mas também por seu notável espírito de reconciliação, o qual ele ajudou a promover como o primeiro Presidente pós-apartheid de seu país. Em 1995, logo após o início do mandato de Mandela como Presidente, seu governo criou uma comissão cujo objetivo era trazer um bálsamo de reconciliação às cicatrizes que vários anos de apartheid haviam deixado ao povo da África do Sul. Denominada Truth and Reconciliation Commission [Comissão de Verdade e Reconciliação] (TRC), o objetivo do grupo era, em parte, restaurar a dignidade das vítimas afetadas por décadas de separação racial legalmente sancionada, não mediante a vingança, mas de uma forma moralmente responsável. A partir daí, a nação poderia seguir em frente com uma atitude de reconciliação.
Para chefiar essa Comissão, o Presidente Mandela nomeou o arcebispo anglicano Desmond Tutu. Em seu livroNo Future Without Forgiveness [Nenhum futuro sem o perdão], o arcebispo comentou sobre a tendência natural de seus conterrâneos para o perdão: Nelson Mandela “convidou seu carcereiro branco para participar de sua posse, como um convidado de honra, o primeiro de muitos dos seus gestos magnânimos e que demonstrou sua extraordinária disposição em perdoar. ... Esse homem [Mandela], que fora vilipendiado e caçado como um perigoso fugitivo e encarcerado por quase três décadas, transformou-se na personificação do perdão e da reconciliação, e muitos daqueles que o odiaram acabaram comendo de sua mão”.
A paz global começa com o perdão individual
Como Nelson Mandela demonstrou, o papel que o perdão representa na cura dos conflitos globais e políticos, jamais pode ser subestimado. O impulso global pela paz começa com a prática individual do perdão. A partir daí, ele se propaga pelas vizinhanças e comunidades, e então seu efeito se estende por todo o globo. Contudo, o ato de perdoar muitas vezes não é uma questão simples. Para algumas pessoas, o perdão é um processo contínuo, em vez de ser um incidente isolado. Muitos outros, no entanto, descobrem que hesitam em se abrir para o perdão, porque acreditam que, ao fazê-lo, seria como que desculpar a ofensa. Mas, de acordo com meu modo de pensar, perdoar não se trata de justificar um mau comportamento ou negar que ele tenha acontecido; ao contrário, trata-se de remover o poder que aquele ato possa ter de causar dor ou raiva. O perdão concede às pessoas a cura permanente das lembranças desagradáveis e expurga a amargura de sua vida.

Houve uma época em que tive de me empenhar seriamente para me livrar de uma dolorosa lembrança. Perdoar foi o modo como cheguei lá. Enquanto crescia, no Irã, não tínhamos banheiro em casa. Como a maioria das famílias, usávamos banheiros públicos. As mulheres tomavam banho em uma ala e os homens em outra. Minha mãe lavava e secava minhas irmãs e eu, uma por uma e, em seguida, conforme nos vestia, pedia-nos para sair dali e esperar até que todas ficassem prontas.
Em uma dessas ocasiões, quando minha mãe mandou que eu saísse para aguardar, fui molestada por um homem em uma sala de espera vazia. Eu não devia ter mais do que quatro anos de idade naquela época. Era pequena demais para compreender o que estava acontecendo e, depois disso, eu reprimi completamente o ocorrido.
Não foi senão quando tive minhas próprias filhas, que esse incidente voltou à tona e passou a me provocar recorrentes pesadelos. Ficava com tanto medo pelas minhas filhas que nunca as deixava sair da minha vista, com receio de que tivessem uma experiência semelhante.
Conscientizei-me do ressentimento que havia desenvolvido
Anos mais tarde, quando comecei a estudar o livro Ciência e Saúde com a Chave das Escrituras, de Mary Baker Eddy, conscientizei-me do ressentimento que havia desenvolvido com relação a todos os homens iranianos e, até mesmo, com relação à própria cultura. Isso chegou a tal extremo que eu havia até resistido a ensinar minhas filhas a falar farsi, meu idioma nativo.

Ciência e Saúde esclareceu o significado de passagens da Bíblia de uma forma que eu nunca havia entendido antes. Pela primeira vez, senti uma conexão pessoal com os ensinamentos de Cristo Jesus. Descobri que o perdão e a reconciliação são necessidades absolutas para o estudante desses ensinamentos, bem como tinha de assumir a responsabilidade de viver eu mesma esses preceitos.
A interpretação espiritual de Mary Baker Eddy para esta frase do Pai Nosso: “E perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado aos nossos devedores”, tocou-me de maneira especial. Ela escreveu: “E o Amor se reflete em amor” (p. 17). Além disso, eu estava aprendendo em Ciência e Saúde, que minha capacidade de expressar amor era simplesmente natural, porque Deus, sendo o próprio Amor divino, é meu Criador e, portanto, minha única fonte de ação. Também ficou claro que nada poderia jamais me separar do Amor. Para mim, essa foi uma incrível revelação a respeito da natureza e da eterna presença da realidade divina.
O perdão teria de ser um ato do coração
Pude ver que minha capacidade natural de expressar o Amor divino, inclusive minha capacidade de perdoar, era um dos maiores dons que Deus havia me outorgado. Entretanto, sabia que, para mim, o perdão teria de ser um ato do coração, um consentimento em abandonar a dor, o ressentimento e a raiva que carregava. Reconheci que, não importava o quanto eu já havia sofrido com o dano que me haviam feito, eu simplesmente não tinha o direito de pôr quem quer que fosse, nesse caso toda uma nação e seu povo, para fora do meu coração ou de julgá-los injustamente. Tratava-se de meu próprio país, meu próprio povo.

Compreendi que, no centro da palavra perdão em inglês, “forgiveness”, tem a palavra dar (give). Portanto, tinha de dar aos outros o perdão, tal como Deus o dá a mim. Não foi fácil. A cada dia, tinha de aprender a perdoar tudo novamente e a praticar um amor mais profundo. Entretanto, podia começar a partir do ponto de vista das qualidades não judiciosas ensinadas por Jesus, tais como: aceitação, perdão e amor incondicional, e tentar vivê-las.
Logo compreendi que, o fato de resistir ao perdão, havia me mantido uma vítima prisioneira. Portanto, eu tinha uma escolha: reviver aquela ofensa repetidamente ou perdoar e me libertar daquele sentimento, não apenas para o benefício de outras pessoas, mas principalmente para o meu próprio. Foi uma escolha espiritual que eu sabia que era capaz de fazer, e que poderia me libertar das mágoas do passado.
As bênçãos dessa cura foram completas
Certo dia, percebi que não precisava mais me empenhar em perdoar. O ressentimento e as dolorosas lembranças desapareceram e eu estava livre!

Isso significava que eu podia finalmente liberar minhas filhas da sentença de prisão à qual o medo havia me enredado. Eu não tinha mais de controlar a vida delas. Comecei permitindo que dormissem em casa de amigos quando havia festas. Logo, eu mesma comecei a ensinar minhas filhas a falar o farsi (idioma iraniano) e a compartilhar as belezas de meu país e seu povo. As bênçãos dessa cura foram completas. Comecei a estudar poesia e literatura persa com dois homens iranianos. Até nos tornamos bons amigos. Também tive o prazer de ajudar muitos amigos e amigas iranianos a estudarem a Ciência Cristã.
Muitos dos escritos sagrados e das tradições espirituais do mundo enfatizam a importância do perdão. Quando foi perguntado a Jesus quantas vezes temos de perdoar, ele respondeu: “setenta vezes sete” (ver Mateus 18:22). Há uma linda passagem semelhante a essa no Corão: “Peça perdão a Alá; certamente Alá está pronto para perdoar, com misericórdia”.
No prefácio de seu livro Exploring Forgiveness (Explorando o Perdão), Desmond Tutu escreveu: “O perdão não é apenas uma ideia vaga, nebulosa, que alguém pode facilmente descartar. O perdão tem a ver com a união das pessoas por meio de políticas práticas. Sem perdão não há futuro”.
O perdão é uma dádiva para nós mesmos e para os outros e ilumina nossa jornada. Suas bênçãos não param em nós. Elas começam conosco e se propagam por todas as comunidades, todas as nações e pelo mundo todo!
Marta é Praticista, Conferencista e Professora de Ciência Cristã, e mora com a família em Londres, Inglaterra.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Como pode ser curada a falta de empregos para os jovens?

Há alguns anos, fiquei surpreso com o desânimo de meu filho Sascha, quando ele me procurou muito triste, dizendo, em forma de desabafo, o quão terrível e injusto era o mundo. Ele explicou que no semestre anterior havia enviado muitos currículos para várias empresas, mas que algumas delas responderam negativamente e outras não deram nenhuma resposta. Contou-me também que não tinha nenhum conhecido que trabalhasse nas empresas de sua preferência e que pudesse ajudá-lo.
 
Em um primeiro momento, passou-me pela mente o desejo de dizer a ele: “Se você tivesse estudado mais e se esforçado mais, você não estaria vivenciando esse problema”. No entanto, primeiramente o consolei, mas, ao mesmo tempo, minha mente estava repleta de preocupações sobre suas perspectivas futuras. Como em um desses clipes de notícias de poucos segundos de duração, pensamentos negativos sobre desemprego, drogas e crises financeiras me vieram à consciência da forma como são frequentemente apresentados na mídia; um cenário assustador de desemprego juvenil confirmado por estatísticas.

Esses pensamentos negativos estão relacionados à carência e ao medo. É como a serpente ou o Satanás do Apocalipse na Bíblia, tentando a mim e ao meu filho para que concordássemos com esse estado lamentável de perspectivas para o futuro. É o exato oposto da verdadeira conscientização a respeito de Deus, que é a Vida, a Verdade e o Amor. Percebi que devia mudar meu pensamento limitado, por meio de um renascimento espiritual.

Na busca de inspiração para esse propósito, ocorreu-me que na Mente divina a oferta e a procura estão sempre em equilíbrio e que meu filho, que reflete todas as qualidades de Deus, não poderia ser excluído da Mente divina, porque Deus, o bem, está sempre presente aqui, agora mesmo. Na Bíblia, no livro de Josué, lemos: “Não to mandei eu? Sê forte e corajoso; não temas, nem te espantes, porque o Senhor, teu Deus, é contigo por onde quer que andares” (Josué 1:9). Mary Baker Eddy oferece um bom conselho para essa situação em Ciência e Saúde: “...apega-te firmemente a Deus… Não permitas que coisa alguma, a não ser Sua semelhança, permaneça no teu pensamento” (p. 495). Lembrei-me também de algumas ideias de um artigo que lera, e que diziam, em essência, que o lugar que procuramos nos procura também e que o Princípio divino sempre reúne a oferta com a procura, abençoando a todos os envolvidos.
 
Com esses pensamentos inspirados, encorajadores e cheios de expectativa, minha consciência, que estava ansiosa, limitada e crítica, transformou-se. Compreendi que, quando procuramos um emprego, podemos orar para saber que nosso lugar, determinado por Deus, está também ativamente nos procurando, porque ele necessita de nós. Não que sejamos incapazes de encontrar nosso próprio nicho, mas, ao contrário, esse nicho precisa de nós, a fim de ser preenchido e suprido com as qualidades e a expressão de Deus que cada um de nós manifesta. O plano divino do Amor inclui o lugar correto para cada uma de suas ideias. Na verdade, cada uma expressa suas capacidades individuais, dadas por Deus, para serem utilizadas no plano infinito do Amor. Podemos pensar nesse plano como se fosse um enorme mosaico, no qual cada peça tem uma missão e preenche seu espaço na posição correta no plano, no qual não há distinção entre peça pequena ou grande. A peça menor é tão importante para o mosaico quanto a maior.
 
Ficou muito claro para mim, que Deus provê trabalho e emprego suficientes para todos os Seus filhos. A Mente provê um bom lugar para cada ideia e essa realidade espiritual nos orienta a dar os passos corretos.
 
Também ficou claro para mim que a abundância de Deus não permite nenhum tipo de carência. Lembrei-me do meu salmo favorito, o Salmo 23, conforme Mary Baker Eddy o interpretou em Ciência e Saúde: [O AMOR DIVINO] é o meu pastor: nada me faltará” (p. 578), como também de suas palavras: “O Amor divino sempre satisfez e sempre satisfará a toda necessidade humana” (Ibidem, p. 494).

A fim de descobrir e cumprir nossa verdadeira missão no plano do Amor, nossa própria atitude espiritual é muito importante. Todas as ideias do Princípio trabalham juntas como um harmonioso todo, em que não existe nenhuma parcialidade ou favoritismo, e tudo coopera para o bem comum.
Esses pensamentos me ocuparam durante umas duas semanas. Depois de ponderá-los, em oração, consegui explicar a meu filho, de uma forma que ele pudesse compreender, algo sobre as leis divinas a respeito da oferta e da procura. Meu filho ficou um tanto surpreso e com os olhos arregalados, cheios de perguntas. Entretanto, ele esperou com um pouco de ceticismo, para ver o que iria acontecer em seguida. Muita coisa de fato aconteceu!

Após um curto período de tempo, ele pôde escolher o emprego que mais se adequava a ele, entre três ofertas muito boas. Uma vez que o emprego era em Berlim, ele teve de se mudar de Munique. Entretanto, ficou claro para mim que nem lugar nem tempo desempenham qualquer papel para Deus, e eu sabia, bem no fundo do coração, que meu filho sempre estaria na presença dEle. A lei perfeita de abundância se cumpriu. Além disso, ele ficou muito feliz por conseguir coordenar seu hobby de música moderna com suas atividades no emprego.
 
Volker Mennel é Praticista e Professor de Ciência Cristã em Munique, Alemanha.





quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Dominio sobre el mal oculto

J. Thomas Black

Tom Black es miembro de la Junta Directiva de la Ciencia Cristiana.


El otro día una amiga me comentó que a veces siente que critica demasiado a otro miembro de la iglesia a quien ella admira. Me comentó que esos pensamientos le molestan, y que no logra sacárselos de encima. La hacen condenarse a sí misma, sentirse muy mal y, con frecuencia, confundida, y quería saber qué podía hacer al respecto.

Para la mayoría de nosotros, la experiencia de esta amiga probablemente no sea tan inusual. Tener pensamientos que no queremos parece ser algo propio de la condición humana, como el hambre o la fatiga. Afortunadamente, Dios y Su Cristo constituyen un antídoto eficaz.

El gran Apóstol Pablo reconoció que este fenómeno es una forma de intrusión mental. Se refirió al mismo como “el pecado que mora en mí”, y comprendió que era ajeno a la inclinación natural que él tenía hacia la pureza y el bien ilimitado. Declaró abiertamente: “No hago el bien que quiero, sino el mal que no quiero, eso hago”. 1

Pablo continuó haciendo un análisis importante y más profundo de esos pensamientos indeseables. Se negó a condenarse a sí mismo a causa de ellos. Percibió que eran sugestiones impuestas, no sus verdaderos pensamientos. Una definición de la palabra “sugestión” confirma esta opinión: “Proceso mental por el cual una idea es inducida a entrar, o a ser adoptada por una persona, sin argumento, mandato o coerción”.

Este gran pensador reconoció que sus pensamientos naturales derivaban de Dios: “Según el hombre interior, me deleito en la ley de Dios”. Luego razonó: “Si hago lo que no quiero, ya no lo hago yo, sino el pecado que mora en mí”. 2 Y Pablo fue tan alerta y exhaustivo en su disección de sugestiones malévolas, que pudo identificar que esos pensamientos derivaban de un sistema de pensamiento sutil y oculto, o una influencia mental sistemática y organizada. La meta de la misma era minar sus pensamientos santos y naturales introduciendo en su pensamiento una serie de creencias y valores contrarios a su inclinación hacia el bien. Él lo llamó la “mente carnal”, 3 o una mentalidad basada en la creencia en la materia. El método de la misma era la sugestión sutil y silenciosa, disfrazada como si fuera el pensamiento de Pablo. En la siguiente cita de Pablo, la palabra ley puede referirse a una influencia mental organizada, y la palabra miembros probablemente se refiera al conjunto total de sus pensamientos: “Veo otra ley en mis miembros, que se rebela contra la ley de mi mente, y que me lleva cautivo a la ley del pecado que está en mis miembros”. Y dice: “Así que, queriendo yo hacer el bien, hallo esta ley: que el mal está en mí”. 4

Es más, Pablo comprendió la razón de este ataque a su moralidad innata, y es porque su bondad natural amenazaba la existencia misma del mal, así como la luz del sol destruye la oscuridad, y esas sugestiones extrañas eran el intento del mal por preservar su existencia. Era como si la simple presencia del amor y la santidad atrajera la oposición a esa bondad. Ciencia y Salud con Clave de las Escrituras, por Mary Baker Eddy, explica que la voz inaudible del Cristo, la Verdad “despierta a los ‘siete truenos’ del mal e incita a sus fuerzas latentes a que den voz a la gama completa de tonos secretos”. 5

Afortunadamente, Pablo no se detuvo al descubrir esta influencia mental oculta y secreta. Era un pensador tan poderoso, un intelecto tan honesto, confiaba de tal manera en la solícita protección de Dios, que insistió en el tema hasta que puso al descubierto la dimensión completa del ataque y el antídoto total contra su veneno mental.

El fundamento total de los ataques se encuentra en lo que él denomina la “mente carnal”. El antídoto perfecto es Dios y Su Cristo; es el poder y la presencia constante del Amor divino.

“Gracias doy a Dios, por Jesucristo Señor nuestro”. 6 Luego él agrega: “La ley del Espíritu de vida en Cristo Jesús me ha librado de la ley de pecado y de la muerte”. 7

La experiencia de Pablo no fue única en su género. De hecho, es característica de todo aquel que, a lo largo de las épocas, ha atesorado los valores y conceptos espirituales. La experiencia demuestra que cuanto más se inclina uno hacia la santidad, más agudo es el ataque del mal sobre la santidad. Ciencia y Salud observa: “…cuanto más levante su voz la Verdad, tanto más alto gritará el error, hasta que su sonido inarticulado se pierda para siempre en el olvido”. 8

Cristo Jesús, el maestro pensador y hacedor de todos los tiempos, se dio cuenta de que tenía que luchar con el mismo intento diabólico de materializar su pensamiento e incluso destruirlo a él y a todos aquellos que estaban con él. Por ejemplo, en una ocasión, una tormenta en el mar amenazó con hacer zozobrar su barca y ahogarlos a todos. Siento que Jesús no consideró que eso fuera un simple capricho de la naturaleza, sino un ataque impersonal y lleno de odio contra su misión. Con la autoridad de Dios, mandó: “Calla, enmudece”. 9

Jesús sabía que sus seguidores en todas las épocas tendrían que aprender a enfrentarse con esta oposición envidiosa e inmoral, de modo que se interesó solícitamente por ellos y por nosotros. La Sra. Eddy describe este interés: “El método de Jesús era instruir a sus propios discípulos; y él los vigiló y los cuidó hasta el final,…” 10 Él también recomendó: “He aquí, yo os envío como a ovejas en medio de lobos; sed, pues, prudentes como serpientes, y sencillos como palomas”. Y agregó: “Y guardaos de los hombres,… seréis aborrecidos de todos por causa de mi nombre; mas el que persevere hasta el fin, éste será salvo”. 11 Muchas veces y de muchas maneras, Jesús instruyó a sus seguidores a ser “vigilantes”. Esto quiere decir mantenerse mentalmente despierto y alerta, especialmente con el propósito de estar en guardia. Es significativo que la Sra. Eddy comience el tan querido Sexto Artículo de Fe de su Iglesia con las palabras: “Y solemnemente prometemos velar…”12

Como Pablo, nuestro Maestro también conocía y enseñó el antídoto completo y sencillo para este ponzoñoso elemento del pensamiento mortal. Dijo simplemente: “El que persevere hasta el fin, éste será salvo”. 13 Perseverar significa continuar firmemente en la verdad acerca de Dios y el hombre como Creador perfecto y creación perfecta. En verdad, somos como niños pequeños bajo el tierno cuidado de padres vigilantes. Ninguno de nosotros es vulnerable. El tierno cuidado que Jesús impartía a sus discípulos derivaba del único Dios omnipotente. Se podría resumir en las palabras del Salmista: “A sus ángeles mandará acerca de ti, que te guarden en todos tus caminos”. 14 El hecho es que la totalidad del Amor divino pone al descubierto todo indicio de la sugestión malévola y anula sus más ocultas e intrincadas intenciones. Todo seguidor está totalmente seguro en el Amor divino.

No es de sorprender que Mary Baker Eddy haya tenido que enfrentar este ataque mental, oculto y sutil. Como otros grandes pensadores, la pureza espiritual de su pensamiento sacudió especialmente los oscuros elementos del mal cuya existencia amenazaba. Ella escribe: “Los hechos más evidentes se atraen el mayor número de falsedades en su contra, porque sacan al error de su escondite”. Y con toda franqueza afirma: “Las formas blandas del magnetismo animal están desapareciendo y sus aspectos agresivos están apareciendo”. 15

Hace poco, un amigo me dijo que al releer esta frase se vio obligado a preguntarse: “¿Creo realmente en su palabra?” Tuvo que admitir que hasta ese momento él no había tomado en serio estas palabras o sus consecuencias. Más bien, las encubría considerándolas simples comentarios al azar.

Poco después de descubrir la Ciencia Cristiana, la Sra. Eddy guardaba lo que ella llama “grandes esperanzas de que la Ciencia Cristiana fuera aceptada inmediata y universalmente”. Pero percibió que esto no sería así cuando “comprendió la inmensidad de la Ciencia Cristiana y lo firmes que son las ilusiones mortales y el odio humano a la Verdad…”16 Y en lo que podría ser una amplificación de ese sentimiento, Ciencia y Salud también afirma: “Los telares del crimen, escondidos en los recintos oscuros del pensamiento mortal, están tejiendo a toda hora redes más complicadas y sutiles”. 17 Para la mayoría de los Científicos Cristianos éste no es un comentario superficial, sino un importante e incisivo análisis.

Es obvio que vivimos en una época que demanda estar especialmente despiertos y alertas para percibir la verdadera y majestuosa dimensión y destino de la Ciencia Cristiana, así como la maligna oposición a la misma, y el dominio sublime que tiene el Cristo sobre todo mal. Es interesante notar que el odio humano contra la Verdad está relacionado con la vastedad de la Ciencia Cristiana. Tal vez, podríamos concluir que si la Ciencia Cristiana no fuera tan vasta, es decir, si su importancia, alcance y promesa no fueran tan valiosas para la humanidad, no sería tan sistemática y ampliamente tergiversada y opuesta por la teología intolerante y la medicina materialista, las que serían bendecidas por la Ciencia si fueran menos rígidas.

Dado los constantes consejos de los mensajeros de Dios sobre el tema de la manipulación mental, es curioso que algunos pensadores de hoy minimicen la importancia de enfrentar o, por lo menos, reconocer la aparente presencia y acción de los elementos mentales maliciosos. La Sra. Eddy observó: “Ciertos individuos abrigan la noción de que la curación por la Mente en la Ciencia Cristiana debería tener dos aspectos, y sólo denunciar el error en general, sin decir nada en particular del error que está maldiciendo a la raza humana. Porfían en tener una paz falsa y conveniente, colando mosquitos y tragando camellos”. 18

Como resultado de esta tendencia anormal a ignorar el error, la mayoría del pensamiento contemporáneo no le da importancia al magnetismo animal considerando que es un engaño de excesiva imaginación. Sin embargo, cuando uno tiene en cuenta la experiencia y cede con humildad a la profunda sabiduría que respalda las citas anteriormente mencionadas, comprende que ese rechazo se beneficiaría si se lo analizara más detenidamente. Algunos podrían incluso caracterizarlo como ingenuo, espiritualmente inmaduro y una evidencia de que no se está alerta. El efecto del magnetismo animal es hacer vulnerables a personas, familias, iglesias y comunidades a las sugestiones ocultas que los perjudican, confunden y degradan. La Sra. Eddy advierte: “La prudencia de la serpiente consiste en ocultarse”. 19

Hay razones para que la asistencia a la Escuela Dominical y a la Iglesia hayan disminuido y que muchas Salas de Lectura de la Ciencia Cristiana sean ignoradas por las personas que pasan por su puerta. Estos y otros efectos no son un misterio. ¿Podría ser que influencias malignas estén operando en silencio y sutilmente en las mentalidades inocentes para inducir creencias y comportamientos que apartan de la Ciencia Cristiana a los corazones humildes que anhelan encontrar la Verdad? Si éste es el caso, y si esas influencias no son reconocidas ni revertidas, parecerán hacer lo que deseen con sus inocentes víctimas y con la Iglesia —esa noble organización que tanta promesa tiene para la raza humana. Parecerán bloquear, acosar y deteriorar los fundamentos mismos que éstas tienen en el Amor divino. Condenarnos a nosotros mismos o a otros por las creencias falsas es, en muchos casos, ocultar el verdadero culpable, que es el odio organizado contra la verdad. Ciencia y Salud alerta al mundo: “Un conocimiento del error y sus procedimientos debe preceder a la comprensión de la Verdad que destruye al error, hasta que todo el error mortal y material finalmente desaparezca y se comprenda y reconozca el hecho eterno de que el hombre creado por el Espíritu y del Espíritu es la verdadera semejanza de su Hacedor”. 20

A veces, los Científicos Cristianos tienen la tendencia de morar de tal manera en la tierna totalidad de Dios, que parecen no estar conscientes de la aparente presencia e influencia del mal. La Sra. Eddy observa: “Este método errado de encubrir el pecado a fin de mantener la armonía, ha dado rienda suelta al mal, permitiéndole primero arder en rescoldos y luego estallar en llamas devoradoras”. 21

No queda duda alguna de que la Ciencia Cristiana revela que Dios es todo el bien y Él crea al hombre a Su imagen y semejanza. En realidad, el mal es absolutamente irreal, está ausente y es imposible. Los pensadores espirituales de claro entendimiento se apoyan con toda confianza en esta verdad. No obstante, se sabe con certeza que la Sra. Eddy aconsejaba con insistencia: Ver lo que el mal está tratando de hacer, saber que no puede hacerlo y asegurarse de que no se haga. 22 Como se señaló anteriormente, tanto ella como Jesús recomendaron a sus seguidores “Vigilar”. Ella dijo: “Científicos Cristianos, sed una ley para con vosotros mismos que la malapráctica mental no puede dañaros, ni dormidos ni despiertos”. 23

¿Será posible que el mundo necesite comprender más claramente lo que quiso decir la Sra. Eddy con el uso de las palabras algo y nada? El sagrado despertar espiritual que satisface totalmente a quien busca la verdad, de igual manera confunde y enfurece al intelecto humano, encerrado en la mentira de vida en la materia. Ciencia y Salud afirma: “Este concepto, inculcado por la Ciencia, de que lo humano y lo material son nada, encoleriza a la mente carnal y es la causa principal del antagonismo de la mente carnal”. 24 Quizás, una de las necesidades más grandes que tiene el cristianismo es obtener un punto de vista más informado y equilibrado de la totalidad de Dios, así como de la acción aparentemente oculta de la oscura y despiadada oposición contra esta verdad sagrada. Los observadores alertas comprenden que esa dulzura espiritual es ingenua y vulnerable hasta que es fortalecida por el vigor espiritual que admite científicamente la aparente presencia de los elementos ocultos y secretos del mal, y luego los destruye sistemáticamente mediante el entendimiento de que el mal es nada ante la totalidad de Dios.

Sin duda, el mundo está listo para percibir la “profundidad, la dimensión y la demostración” del “segundo siglo de la Ciencia Cristiana”. Lo está exigiendo. El Consolador prometido no habría llegado si su momento no hubiera llegado, o si pudiera ser derrotado por la oposición organizada. El Cristo, la Verdad, está aquí para quedarse. El hecho de que Dios es Todo-en-todo significa que el mal es nada. El amor de Dios por el hombre y el alcance que esto tiene es la única verdad en el universo. La gente instintivamente lo va percibiendo a medida que el Amor divino elimina la carga de las sugestiones malévolas. En verdad, ante los elementos maliciosos del mal, la vulnerabilidad y el temor no existen, así como tampoco la renuencia a enfrentarlos. Nuestro amado y bondadoso Salvador, Cristo Jesús, probablemente no podría habernos dejado con mayor certeza nuestra seguridad y victoria cuando prometió, refiriéndose al sagrado Cristo sanador a quién representaba plenamente: “He aquí yo estoy con vosotros todos los días”. 25

“El que habita al abrigo del Altísimo morará bajo la sombra del Omnipotente”. 26 El mal no tiene poder ni presencia ante Dios. “El que mora en los cielos se reirá”. 27



1 Romanos 7:17, 19. 2 Rom. 7:22, 20. 3 Rom. 8: 7 (versión King James). 4 Rom. 7:23, 21. 5 Ciencia y Salud, pág. 559. 6 Rom. 7:25. 7 Rom. 8:2. 8 Ciencia y Salud, pág. 97. 9 Marcos 4:39. 10 Retrospección e Introspección, pág. 89. 11 Mateo 10:16, 17, 22. 12 Ciencia y Salud, pág. 497. 13 Mateo 10:22. 14 Salmo 91:11. 15 Ciencia y Salud, págs. 97, 102. 16 Ibíd., pág. 330. 17 ibíd., pág. 102. 18 La Primera Iglesia de Cristo, Científico, y Miscelánea, págs. 210– 211. 19 Escritos Misceláneos 1883–1896, pág. 210. 20 Ciencia y Salud, pág. 252. 21 Miscelánea, pág. 211. 22 Véase Calvin Frye Diary EF113, The Mary Baker Eddy Collection, The Mary Baker Eddy Library. 23 Ciencia y Salud, pág. 442. 24 Ibíd., pág. 345. 25 Mateo 28:20. 26 Salmo 91:1. 27 Salmo 2:4.


domingo, 19 de setembro de 2010

El Espíritu Santo y la comunicación eficaz

Michael Pabst


La tecnología actual ha abierto las puertas a las comunicaciones de maneras sin precedente. Ahora hablamos con los demás mucho más que antes. ¿Pero son todas las comunicaciones realmente eficaces? ¿Cuál es la esencia de la comunicación, que las personas se hablen unas a otras. Eso no es todo. Hablar no es necesariamente comunicarse. Un ingrediente decisivo es la habilidad de escuchar con sinceridad.

Cuando a la gente sólo le importa sus propio interés, la comunicación sufre. La Biblia tiene una poderosa historia que ilustra esto. Había ciertas personas que tenían un ambicioso plan al construir un sitio llamado Babel. 1 Pero de pronto dejaron de comprenderse entre sí y la comunicación y la productividad se interrumpieron, “y dejaron de edificar la ciudad”.


¿Qué había ocurrido? La Biblia dice que su lenguaje fue “confundido”. Si bien la historia no ofrece ninguna razón circunstancial para dicha ruptura, habla acerca de los móviles de los constructores: el deseo de hacerse un nombre. Algo los influenció para que volvieran su atención hacia ellos mismos, hacia sus propios intereses. Puede que hayan sentido temor u orgullo. Esos estados de pensamiento ejercen una influencia hipnótica que vuelve nuestra atención hacia nosotros mismos y origina malos entendidos. En el caso de Babel se produjo la ruptura total de las comunicaciones.

Podríamos decir que Babel ilustra el lenguaje egocéntrico.


En la Biblia hay, a su vez, otra historia que muestra la raíz de la comunicación eficaz. Es la historia de Pentecostés en el libro de Hechos. 2 Muchas personas de diferentes partes de Medio Oriente se habían reunido para escuchar lo que los apóstoles de Jesús tenían para contar sobre él: cómo Cristo Jesús había vivido las leyes de Dios cuando estaba con ellos, y qué significaba el poder del amor de Dios en la vida de la gente.

Jesús había bautizado a sus discípulos con el Espíritu Santo y con fuego. Había conmovido profundamente a sus seguidores, y sus corazones rebosaban de entusiasmo. El Espíritu Santo —una expresión divina que revela las profundas verdades y leyes del ser— había inspirado y elevado espiritualmente la comprensión de los discípulos y se estaba manifestando en sus obras sanadoras. Y ahora el Espíritu Santo conmovió el corazón de aquellos que escuchaban a los discípulos, trayendo consuelo y transformación.


¿Hacia dónde fue dirigido el pensamiento en la historia de Babel? Hacia adentro y abajo, hacia la personalidad y el yo. ¿Hacia dónde fue dirigido el pensamiento en la historia de Pentecostés? Hacia afuera y arriba, hacia el Espíritu Santo. La gente se apartó de un sentido del yo, hacia el influjo de la inspiración divina.


El Pentecostés ilustra el lenguaje del Espíritu Santo. Los efectos fueron notables. Los oyentes descubrieron, maravillados, que cada uno de ellos comprendía el mensaje en su idioma natal. Y el mensaje tocó sus corazones y almas a tal punto, que muchos se hicieron creyentes y fueron bautizados. Esa es una útil ilustración de la importancia que tiene escuchar para que una comunicación sea eficaz.

La comunicación es en su esencia la inspiración que viene a nosotros de Dios, la Mente divina, la fuente de todas las ideas. Nos comunicamos con mayor eficacia cuando nos vemos los unos a los otros como hijos de Dios, cuando respetamos y escuchamos las ideas divinas y edificantes que cada uno de nosotros tiene para compartir con los demás como expresiones de Dios. De esa forma tomamos más consciencia de nuestra mutua conexión con Dios y descubrimos que nos comunicamos con menos esfuerzo y más eficacia.

Aprendamos de la historia de Babel y estemos alertas para no ser engañados por las influencias mesméricas —tal como la voluntad propia, el orgullo y el temor— que quieren introducir una distracción hipnótica. Aprendamos de la historia de Pentecostés y rebosemos de entusiasmo escuchando el mensaje de Dios. Mary Baker Eddy lo indicó de la siguiente manera: “La magnitud de la obra de Jesús, su desaparición material ante los ojos de los discípulos y su reaparición, todo esto los capacitó para comprender lo que Jesús había dicho. Hasta entonces sólo habían creído; ahora comprendían. El advenimiento de esa comprensión es lo que significa el descenso del Espíritu Santo, aquel influjo de la Ciencia divina que iluminó el Día de Pentecostés con tanto resplandor y cuya antigua historia se repite ahora”. 3


Que cada intercambio de ideas se caracterice por el flujo unificador de ideas divinas.


1 Véase Génesis 11:1–9. 2 Véase Hechos 2:1–12. 3 Ciencia y Salud, pág. 43.